O mundo tem umas paixonites que às vezes é difícil de explicar. Hoje, 21 de outubro, amantes do filme De Volta para o Futuro (Back To The Future) celebram a data em que Marty McFly (Michael J. Fox) e Doc (Christopher Lloyd) chegam ao futuro, na segunda parte. Mas vale lembrar que, no primeiro filme de De Volta para o Futuro (1985), Marty volta de 1955 para 26 de outubro de 1985.
Então, assim como existe a data da Jeep 4×4 (4 de abril) e a data Star Wars, que vem do trocadilho em inglês com a frase clássica dos filmes, “May the Force be with you” (“Que a Força esteja com você”), que virou “May the Fourth be with you” (“Que o quatro de maio esteja com você”), também tem. Ou seja, 4 de maio é Dia de Star Wars e celebrado mundialmente pelos fãs.
De qualquer forma, apenas para você marcar na agenda. O aniversário do lançamento do primeiro filme da saga, Star Wars: Episódio IV, Uma Nova Esperança, em 1977, é 25 de maio.
O que no De Volta para o Futuro virou realidade
1. Videochamadas
Marty conversa com outras pessoas por uma tela. Hoje, fazemos isso pelo WhatsApp, Zoom e FaceTime.
O filme mostra televisores finos, instalados na parede, com vários canais e imagens simultâneas. Hoje, as TVs inteligentes oferecem recursos semelhantes.
3. Tênis com cadarços automáticos
O tênis de Marty parecia ficção científica. Em 2016, a Nike lançou o HyperAdapt 1.0, com sistema motorizado de ajuste dos cadarços.
4. Drones
O filme mostra um drone sendo usado para fotografar uma notícia. Hoje, esses equipamentos fazem imagens aéreas, coberturas jornalísticas e inspeções industriais.
5. Biometria
O filme apresenta sistemas que identificam pessoas por características físicas. Atualmente, impressões digitais e reconhecimento facial liberam celulares, autorizam pagamentos e controlam acessos.
Os dispositivos usados no filme lembram os atuais óculos de realidade virtual e os equipamentos vestíveis de tecnologia.
A interação com aparelhos por voz aparece no futuro imaginado pelo filme. Hoje, assistentes virtuais e TVs inteligentes executam comandos falados.
8. Jogos controlados por movimentos
O filme mostra pessoas jogando sem controles convencionais. Sistemas como o Kinect e o Nintendo Wii popularizaram formas de interação por movimentos corporais.
Existem protótipos que flutuam por levitação magnética, mas dependem de superfícies ou condições específicas. Os modelos populares vendidos como hoverboards, em geral, têm rodas e não flutuam.
Existem aeronaves elétricas em desenvolvimento e até a Tesla apresentou o Roadster, mas ainda não temos carros voadores circulando normalmente pelas cidades como no filme.
É possível gerar energia a partir do plutônio?
O plutônio pode, sim, produzir energia elétrica. A NASA utiliza o isótopo plutônio-238 em geradores que transformam o calor da desintegração radioativa em eletricidade. Esses equipamentos alimentam sondas e veículos de exploração espacial, como o rover Perseverance, em Marte.
Mas há uma diferença importante: o plutônio não funciona como uma bateria comum, que libera toda a energia de uma vez. O gerador espacial fornece energia de forma contínua, porém limitada. O sistema usado pelo Perseverance produz cerca de 110 watts de eletricidade no início da operação.
Dá para captar a energia de um raio?
Sim, é possível captar parte da energia de um raio em princípio, mas aproveitar essa eletricidade de maneira eficiente é extremamente difícil. Um raio concentra uma enorme quantidade de energia em um intervalo muito curto.
O desafio é capturar a descarga sem destruir os equipamentos, converter a eletricidade para níveis utilizáveis e armazená-la para uso posterior. Além disso, não é possível prever com precisão onde cada raio vai cair.
No primeiro De Volta para o Futuro, Doc Brown resolve o problema de uma maneira cinematográfica: instala um sistema de cabos para conduzir a descarga que atingirá a torre do relógio de Hill Valley até o DeLorean.
O carro precisa receber a energia no instante certo, quando alcança 88 milhas por hora, aproximadamente 141,6 km/h. Na realidade, construir um sistema capaz de direcionar e aproveitar uma descarga atmosférica dessa forma exigiria enfrentar riscos elétricos extremos. E mesmo que a energia fosse capturada, isso não demonstraria que seria possível viajar no tempo.
No Velho Oeste era possível ter energia?
No terceiro filme, De Volta para o Futuro III, a dificuldade é justamente essa: em 1885, Doc Brown não dispõe de plutônio nem de uma fonte de energia adequada para o DeLorean. A solução encontrada no roteiro é usar uma locomotiva a vapor para empurrar o carro até a velocidade necessária para a viagem temporal.
Há três questões diferentes nessa situação:
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Energia para movimentar o carro: uma locomotiva a vapor consegue fornecer força mecânica para acelerar o DeLorean.
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Energia para o dispositivo temporal: no universo do filme, o capacitor de fluxo precisa de uma fonte de energia extraordinária, de 1,21 gigawatt.
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Velocidade necessária: o carro precisa atingir 88 mph para iniciar a viagem temporal.
O plano usa a energia química do carvão para aquecer a água, produzir vapor e movimentar a locomotiva. Doc e Marty adaptam o sistema para que o trem empurre o DeLorean até a velocidade necessária.
Mas há uma ressalva importante: a locomotiva resolve o problema da aceleração, não prova que uma locomotiva real poderia alimentar o dispositivo temporal. A viagem no tempo continua sendo uma premissa fictícia do filme.
Transformar lixo em combustível já é realidade
A decomposição do lixo orgânico gera metano. Com a captação e o tratamento adequados, esse gás pode alimentar geradores elétricos ou ser purificado para produzir biometano, combustível que pode substituir o gás natural em determinadas aplicações.
Restos de alimentos, resíduos agropecuários e lodos de esgoto podem passar por biodigestão anaeróbia, processo que gera biogás. Após tratamento, o combustível pode ser usado para produzir calor, eletricidade ou biometano.
Parte do lixo não reciclável, especialmente materiais combustíveis como papel, tecidos e determinados plásticos, pode ser separada, preparada e transformada em combustível para fornos industriais, inclusive em cimenteiras. A composição e o controle das emissões são fundamentais.
4. Geração de eletricidade pela queima de resíduos
Instalações especializadas queimam resíduos adequados em condições controladas. O calor produz vapor, que movimenta turbinas para gerar eletricidade. O sistema exige tratamento dos gases e destinação correta das cinzas.
No filme, o aparelho fictício transforma resíduos domésticos em energia de maneira instantânea. Na realidade, a recuperação energética exige coleta, separação, processamento e equipamentos específicos.
