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Transporte

Bom negócio: eletrificado usado tem queda no preço de até de 23%

As vendas dos carros elétricos não param de crescem no Brasil, mas ainda esbarram um bocado na infraestrutura. É quase possível dizer que a mobilidade elétrica precisa ultrapassar a barreira do som para seguir viagem.
As vendas dos carros elétricos não param de crescer no Brasil, mas ainda esbarram um bocado na infraestrutura

O setor de inteligência automotiva do Grupo OLX divulgou um novo relatório. O levantamento revela quedas expressivas nos preços de veículos eletrificados usados no país. A desvalorização atinge marcas e modelos variados ao longo de 12 meses. Os utilitários esportivos híbridos e elétricos registraram queda mediana de 8,7%. A retração superou os índices observados em outras categorias do mercado nacional. O BYD Yuan Plus de 2025 liderou as baixas com recuo de 23,8%. O valor mediano do modelo despencou de R$ 235.990 para R$ 179.900.

O Volvo XC40 Recharge Plus de 2024 também sofreu forte baixa de 16,9%. O preço mediano passou de R$ 259.900 para R$ 215.900 no período. No entanto, o mercado registrou comportamentos distintos entre as tecnologias híbridas. Versões plug-in concentraram reduções maiores que as opções convencionais.

Comportamento distinto nos modelos híbridos

O GWM Haval H6 na versão PHEV de 2024 registrou recuo de 13,5%. Em contrapartida, a configuração HEV do mesmo ano apresentou queda de 5,5%. O BYD Song Plus Premium de 2026 recuou 13,9% no preço anunciado. Contudo, a variação não seguiu um padrão linear em todas as versões.

O Toyota Corolla Cross híbrido marcou queda mediana de 6,4%. Já o BYD Song Plus Premium de 2025 contrariou a tendência ao subir 8,1%. O preço mediano desse modelo subiu de R$ 208.000 para R$ 224.900. Entre os sedãs, a redução mediana alcançou 6,3% em 12 meses.

Sedãs e hatches registram quedas moderadas

O Chery Arrizo 6 Pro híbrido de 2025 caiu 12,1% no mercado. O BMW 330e M Sport de 2024 registrou recuo de 11,1%. O elétrico BYD Seal de 2025 teve baixa de 10,8%. Os hatches apresentaram a menor retração mediana, fixada em 4,9%.

O BYD Dolphin Plus de 2025 despencou 17,8% no período analisado. O preço mediano desse veículo passou de R$ 184.800 para R$ 151.900. O Renault Kwid elétrico de 2024 marcou redução expressiva de 12,9%. Versões anteriores mantiveram preços mais estáveis no ecossistema automotivo.

Infraestrutura precária explica desvalorização

Flávio Passos aponta causas estruturais para a depreciação dos veículos. O executivo destaca a carência de infraestrutura nacional de recarga. A incerteza sobre a durabilidade das baterias também afeta os negócios. Além disso, a rápida obsolescência tecnológica pressiona os preços para baixo.

Custo de recarga impulsiona economia na mobilidade elétrica em Goiás

A expansão dos carros elétricos no mercado brasileiro reduziu os custos operacionais para motoristas em Goiás. O Grupo Saga divulgou dados em 2026 sobre a economia proporcionada pela recarga residencial de veículos 100% elétricos. A redução atinge até 77% por quilômetro rodado em comparação aos modelos movidos a combustão. O método residencial viabiliza essa eficiência financeira por meio de tarifas acessíveis de energia.

Economia detalhada na comparação com combustíveis fósseis

O abastecimento doméstico de um modelo totalmente elétrico custa cerca de R$ 40 em território goiano, por exemplo. Rodar 100 quilômetros exige um gasto aproximado de R$ 15 com essa modalidade de recarga. Em contrapartida, automóveis movidos a gasolina exigem despesas superiores para o mesmo percurso. Veículos com consumo de dez quilômetros por litro gastam cerca de R$ 65 a cada 100 quilômetros rodados.

A alternativa movida a etanol demanda cerca de R$ 53 para percorrer a mesma distância. Essa diferença garante uma economia de aproximadamente 77% em relação à gasolina. O percentual alcança cerca de 72% quando comparado ao etanol comercializado nos postos. Francine Carossi destaca que a redução no deslocamento diário favorece o orçamento familiar.

Autonomia e tarifas nos postos públicos e residenciais

A autonomia dos veículos elétricos comercializados varia entre 250 e 291 quilômetros por carga completa. Os motoristas avaliam essa distância conforme a rotina diária de deslocamento. O preço da energia elétrica oscila conforme o local de abastecimento escolhido. Goiânia registra tarifa residencial de aproximadamente R$ 1,16 por quilowatt-hora.

Postos públicos cobram valores mais elevados pelas recargas rápidas na rede urbana. A taxa nestes locais varia entre R$ 2,00 e R$ 2,40 por quilowatt-hora. Essa diferença reflete a conveniência e a velocidade oferecidas pelas estações externas. Especialistas recomendam planejar as recargas para maximizar a economia doméstica.

Expansão do mercado nacional de eletrificados

O Ministério de Minas e Energia aponta um crescimento expressivo no setor de veículos eletrificados. O total acumulado de licenciamentos saltou de 1,9 mil em 2020 para mais de 215 mil em 2024. Esse avanço representa uma multiplicação superior a 100 vezes no intervalo considerado. O Grupo Saga confirma essa tendência com alta na procura por modelos eletrificados em Goiás.

Rodrigo Samy

Rodrigo Samy

Jornalista e assessor de imprensa com 25+ anos de experiência. Passagens por Estadão, WebMotors, Yamaha e Mitsubishi, além de atendimento a marcas como Jeep, Goodyear e SulAmérica. Fundador do Electric News, portal focado em mobilidade elétrica e transição energética.

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