A Honda está preparando uma moto elétrica barata, equipada com duas baterias removíveis e freio a tambor. A patente revela um modelo básico que prioriza baixo custo e manutenção simples. A solução deve ser destinada a mercados emergentes. A pista de que o modelo está a caminho surgiu depois que a fabricante japonesa registrou a patente.
Apesar de ser cedo ainda, o desenho coloca a moto muito próxima a uma CG elétrica. A grande diferença fica por conta do motor e das duas baterias removíveis. Logo, é possível dizer que a patente mostra uma motocicleta de arquitetura bastante simples, com chassi de aço convencional, motor elétrico compacto, transmissão de uma velocidade e dois amortecedores traseiros.
Motos elétricas pelo mundo afora
Vale dizer que a eletrificação das motocicletas avança mais lentamente do que a dos automóveis, especialmente na Europa. Entre os obstáculos estão o preço de compra, o peso das baterias, a autonomia e a infraestrutura de recarga.
Mesmo assim, as motos elétricas continuam sendo uma alternativa para a mobilidade urbana, principalmente em cidades onde as motocicletas têm grande participação no transporte.
A escolha dos componentes indica uma prioridade clara pela redução de custos e pela facilidade de manutenção.
Freio a tambor ajuda a reduzir custos
Um dos elementos que mais chamam atenção é o sistema de frenagem. A moto, por exemplo, patenteada, usa freio dianteiro a tambor, uma solução mais simples e barata do que os sistemas de freio a disco utilizados em grande parte das motocicletas atuais.
Vale lembrar que os sistemas de freios ABS e controles de tração precisam de opções a disco para aumentar a precisão. Logo, a opção por tambores já confirma que a motocicleta não irá priorizar a velocidade ou desempenho esportivo.
Duas vezes é melhor
As duas baterias removíveis estão instaladas em uma estrutura localizada na região onde normalmente ficaria o tanque de combustível.
O compartimento permite retirar os módulos pela lateral. Depois de instaladas, as baterias ficam travadas e só podem ser removidas com uma chave.
A solução conversa com um dos principais desafios das motos elétricas: o tempo de recarga. Em vez de levar a motocicleta até um ponto de recarga, o proprietário pode retirar as baterias e carregá-las em casa ou em locais específicos.
O sistema também pode facilitar a adoção de modelos de troca rápida de baterias, já utilizados em alguns mercados asiáticos.
Honda ainda não revelou autonomia nem preço
A patente não apresenta informações técnicas fundamentais sobre a motocicleta. A Honda também não confirmou se irá produzir ou não o modelo.
Enquanto a elétrica não vem, a Honda vem celebrando o sucesso da CG. O modelo já ultrapassou 15 milhões de unidades produzidas no Brasil desde 1976. A trajetória começou com a CG 125, que acumulou quase 7 milhões de unidades, passou pela CG 150, com mais de 4,8 milhões, e chegou à atual CG 160.
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