O mercado brasileiro de pilhas alcalinas, que movimenta mais de R$ 1 bilhão por ano, ganha um novo concorrente. A Powersafe, empresa com mais de duas décadas de experiência em soluções de armazenamento de energia, anunciou sua entrada no segmento por meio da marca Getpower.
A linha inicial reúne pilhas alcalinas nos formatos AA, AAA, C e D, baterias alcalinas de 9V, baterias de lítio tipo moeda (CR2016, CR2025 e CR2032) e baterias botão alcalinas (LR44), entre outros modelos. Os produtos foram desenvolvidos para atender a aplicações domésticas, profissionais e comerciais.
A estratégia da Powersafe é clara: aproveitar sua estrutura já consolidada em vendas, logística, distribuição e atendimento para acelerar a expansão da nova linha.
Um mercado disputado por gigantes globais
A chegada da Getpower acontece em um mercado maduro, pulverizado e extremamente competitivo, dominado por marcas internacionais consolidadas há décadas no Brasil. O consumo médio no país é de seis pilhas por habitante ao ano, com vendas concentradas em grandes varejistas alimentares, atacarejos, farmácias, lojas de conveniência e papelarias.
Os líderes do setor:
- Duracell: considerada a marca mais lembrada e com maior valor agregado no país, aposta forte em marketing e distribuição indireta. Cerca de metade de suas vendas passa por atacadistas e distribuidores parceiros. É referência no segmento premium, com pilhas que prometem reter carga por até 10 anos em armazenamento.
- Panasonic: principal rival direta da Duracell, com participação de mercado entre 35% e 42%, dependendo do segmento avaliado. Seu maior diferencial é ser a única fabricante com produção de pilhas alcalinas na América Latina. Isso garante eficiência logística e forte apelo de sustentabilidade, já que a planta utiliza zinco reciclado.
- Energizer: outra força global de peso, com foco no segmento premium de longa duração. Disputa espaço nas gôndolas, lado a lado com Duracell e Panasonic, oferecendo portfólio que vai de alcalinas de alta performance a baterias de lítio e opções recarregáveis.
As desafiantes que ganham espaço:
- Rayovac: marca histórica no Brasil, com forte tradição e apelo popular, especialmente associada às pilhas comuns de zinco.
- Elgin: vem conquistando participação relevante graças ao seu custo-benefício, com boas avaliações em testes de qualidade (como os realizados pela Proteste). Forte presença no varejo alimentar e no e-commerce.
- Philips: ganha espaço crescente no comércio eletrônico brasileiro, competindo diretamente no segmento de custo-benefício.
- Multilaser: também em ascensão, apostando em preços competitivos e no nicho de pilhas recarregáveis.
Tendências que moldam o setor
Duas transformações vêm redesenhando o consumo de pilhas no país. A primeira é a chamada “alcalinização” do mercado. Ou seja, a migração gradual do consumidor das pilhas comuns de zinco para as alcalinas, que oferecem maior durabilidade e rentabilidade tanto para lojistas quanto para o público final.
A segunda é a mudança no perfil dos formatos mais vendidos: o consumo de pilhas tamanho palito (AAA) cresce em ritmo acelerado, acompanhando a miniaturização dos eletrônicos, enquanto a demanda por pilhas tipo botão ou moeda (como a CR2032) também se expande, impulsionada por seu uso em chaves de veículos, balanças digitais e dispositivos inteligentes para residências.




