A ISA ENERGIA BRASIL encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido regulatório de R$ 1,9 bilhão, alta de 246% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelo avanço operacional, pela entrada em operação de novos empreendimentos e pela conclusão de reestruturações societárias no período.
A receita líquida da companhia cresceu 41%, alcançando R$ 1,5 bilhão nos três meses encerrados em setembro. O resultado reflete a energização dos projetos Riacho Grande, em São Paulo, Jacarandá, também no estado paulista, e Piraquê, localizado entre Minas Gerais e o Espírito Santo. No acumulado de nove meses, o lucro líquido regulatório atingiu R$ 2,4 bilhões, crescimento de 113% frente a igual intervalo de 2025.
Interligação Elétrica do Madeira contribuiu
A operação de descruzamento de participações societárias com a AXIA Energia, concluída em 31 de julho com o pagamento de uma torna de R$ 1,2 bilhão, permitiu a consolidação integral da Interligação Elétrica do Madeira. A transação gerou um efeito contábil positivo, não recorrente e sem impacto no caixa de R$ 1,9 bilhão em EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).
Desconsiderando esse efeito contábil, o EBITDA pró-forma atingiu R$ 1,3 bilhão, avanço de 41% na comparação anual. O lucro líquido pró-forma totalizou R$ 625 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 14% frente ao mesmo intervalo de 2025, sustentado pela eficiência operacional.
Investimentos somam R$ 1,1 bilhão com foco em reforços
Os investimentos consolidados somaram R$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre, registrando redução de 9% em relação ao mesmo período de 2025. Os aportes em projetos de Reforços e Melhorias cresceram 32%, totalizando R$ 578 milhões e representando 52% do total investido.
Os empreendimentos greenfield somaram R$ 525 milhões no trimestre, com destaque para o projeto Serra Dourada, na Bahia e em Minas Gerais, que atingiu 64% de avanço físico. O projeto Itatiaia, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, recebeu R$ 54 milhões e encerrou o período com 35% de conclusão.
Desempenho deste trimestre reflete um crescimento sustentável
A diretora-executiva de Finanças, Relações com Investidores e Desenvolvimento de Novos Negócios da companhia, Silvia Wada, aponta a disciplina na alocação de capital como fator central. “Nossa receita líquida cresceu 41%, enquanto a alavancagem reduziu de 3,63 vezes em dezembro de 2025 para 3,50 vezes em setembro de 2026”, afirma a executiva.
No mercado de capitais, a empresa contratou R$ 2,5 bilhões em duas emissões de debêntures e concluiu uma oferta subsequente de ações preferenciais que elevou o capital em R$ 1,2 bilhão. Em setembro, a companhia anunciou a distribuição de R$ 398,7 milhões em Juros sobre Capital Próprio.
O diretor-presidente da companhia, Rui Chammas, destaca a consistência da execução estratégica. “O desempenho deste trimestre reflete nosso compromisso com o crescimento sustentável, com investimentos disciplinados, excelência operacional e foco na geração de valor de longo prazo”, declara o dirigente.
Bolsa de Valores também reflete o resultado
A companhia possui um pipeline de aproximadamente R$ 12 bilhões em investimentos previstos para os próximos anos. Desse total, R$ 7,6 bilhões foram autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica para Reforços e Melhorias, enquanto R$ 4,1 bilhões são destinados aos projetos greenfield em construção.
As ações da companhia, negociadas na Bolsa de Valores do Brasil sob os códigos ISAE3 e ISAE4, refletem a liquidez ampliada pela oferta subsequente de ações. A liquidez média diária das ações preferenciais passou de R$ 51 milhões no acumulado de 2025 para R$ 85 milhões no mesmo período de 2026.
