BNDES ‘fala’ de minerais estratégicos para o Brasil

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abordou os desafios e as oportunidades relacionados à agregação de valor à produção mineral e ao fortalecimento de segmentos do setor. A ‘fala’ aconteceu no fórum “Destravando o Potencial da Mineração no Brasil”.

Durante a apresentação, a instituição abordou o papel dos minerais críticos, estratégicos e das terras raras no contexto das transformações tecnológicas, energéticas e industriais em curso no cenário internacional.

Segundo o banco, o Brasil possui condições favoráveis para ampliar participação nas cadeias globais ligadas à produção e ao processamento de minerais estratégicos.

Brasil tem condições favoráveis para ampliar participação

O avanço da atividade mineral pode estar associado ao desenvolvimento de etapas de maior agregação de valor e ao fortalecimento de setores industriais relacionados. O principal desafio identificado é ampliar a integração entre a produção mineral e as atividades industriais associadas, especialmente em segmentos vinculados aos minerais estratégicos e críticos.

Durante o evento, o porta-voz do banco observou que o aumento da demanda global por minerais utilizados em tecnologias de transição energética, eletrificação e manufatura avançada tem ampliado a relevância econômica desses insumos. Nesse contexto, destacou a importância de iniciativas voltadas ao fortalecimento de cadeias produtivas nacionais relacionadas ao processamento mineral e à produção de bens industriais de maior valor agregado.

Atualmente, o BNDES atua no apoio a projetos voltados à mineração e aos segmentos econômicos associados à cadeia de valor dos minerais estratégicos. A estratégia da instituição está voltada para o adensamento das cadeias produtivas e para o desenvolvimento de capacidades industriais associadas a esses recursos. Entre os minerais citados como relevantes para setores de mobilidade, armazenamento de energia, digitalização e tecnologias de baixa emissão de carbono estão o cobre, o lítio e as terras raras.

Novos financiamentos do segmento

Durante o fórum, o BNDES também apresentou iniciativas voltadas ao financiamento de empreendimentos no setor mineral. Entre elas, citou o fundo de investimento em participações (FIP) estruturado em parceria com a Vale, com R$ 2 bilhões destinados ao apoio de projetos de mineração e ao desenvolvimento de novos empreendimentos.

A chamada pública realizada pelo fundo recebeu 56 propostas de projetos, que representam uma demanda potencial de aproximadamente R$ 57 bilhões em investimentos e crédito.

Atualmente, 12 projetos encontram-se em estágio avançado de negociação, somando cerca de R$ 9 bilhões. A iniciativa busca ampliar o acesso de empresas de mineração a instrumentos de financiamento e contribuir para o desenvolvimento de projetos relacionados a minerais estratégicos e às cadeias produtivas associadas, dando continuidade à atuação histórica da instituição no setor, iniciada na década de 1970.

Menor emissão de minério de ferro

O BNDES destacou ainda o potencial do minério de ferro de alto teor produzido no Brasil para aplicações em processos siderúrgicos que buscam reduzir a intensidade de emissões de carbono. As características desse insumo podem contribuir para a adoção de tecnologias mais eficientes do ponto de vista energético e ambiental.

Na avaliação apresentada durante o evento, a competitividade futura da siderurgia tende a considerar não apenas os volumes produzidos, mas também a capacidade de atender a requisitos associados à eficiência produtiva e à transição para modelos de menor emissão.

Ao tratar do papel da mineração no desenvolvimento econômico, a instituição ressaltou a importância da articulação entre expansão produtiva, inovação tecnológica, transparência e responsabilidade ambiental, reforçando que o aproveitamento do potencial mineral brasileiro deve considerar a sustentabilidade e a geração de valor ao longo das cadeias produtivas.

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