A empresa Acelen, segunda maior refinaria de petróleo do Brasil, firmou contrato de naming rights com a Arena Fonte Nova. Agora, o estádio baiano passa a se chamar Arena Acelen Fonte Nova.
A novidade foi divulgada após mensagens exibidas nos painéis eletrônicos da arena. O anúncio ocorreu durante a partida entre Bahia e Flamengo pelo campeonato nacional.
Preservação da identidade histórica
A alteração comercial preserva os símbolos tradicionais do complexo esportivo. A nova identidade visual valoriza os elementos da memória afetiva local. A direção da companhia optou por recuperar os arcos originais da estrutura e o projeto mantém a tipografia original adotada em 2013. A marca corporativa surge integrada ao patrimônio cultural dos baianos. Segundo a diretoria, o vínculo com o estado fundamenta a nova fase estratégica.
Quem é a Acelen, nova dona da Fonte Nova?
A história da Acelen é recente, mas nasceu sobre uma base histórica. A empresa foi criada em 2021 pelo Mubadala Capital, fundo de investimento global com sede nos Emirados Árabes Unidos, para assumir a antiga Refinaria Landulpho Alves (RLAM), em São Francisco do Conde (BA).
Com a compra da unidade da Petrobras por US$ 1,8 bilhão, a refinaria passou a se chamar Refinaria de Mataripe. Com o negócio, a Acelen assumiu a gestão da segunda maior refinaria de petróleo do Brasil, responsável por produzir combustível, gás de cozinha e insumos industriais.
Das refinarias ao combustível do futuro
Embora tenha nascido focada no refino tradicional de petróleo, a Acelen rapidamente diversificou suas frentes de negócio. Nos últimos anos, a companhia passou a investir no desenvolvimento de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e diesel renovável (HVO) a partir da biomassa de macaúba. Esse movimento transformou a imagem corporativa da empresa.
Com a estreia do novo nome comercial, a Acelen deixa de ser apenas a marca invisível por trás do combustível nos postos para se tornar parte do dia a dia do futebol e dos grandes shows na Bahia.
