A Mitsubishi Electric Brasil apresentou recentemente soluções de automação industrial para o setor de saneamento e infraestrutura energética no país. A tecnologia reduz perdas operacionais e otimiza o consumo de eletricidade por meio de hardwares e softwares avançados. Dessa forma, a companhia busca evitar paradas não programadas em redes de abastecimento e estações de tratamento.
Para alcançar essa meta, a empresa integra controladores lógicos programáveis e softwares supervisórios nas redes. Essas ferramentas monitoram a vazão e a pressão da água em tempo real.
A automação também abrange todas as etapas do tratamento de esgoto. O sistema controla desde a filtragem inicial até os processos finais de desinfecção. Portanto, a gestão municipal conquista maior confiabilidade técnica em suas operações diárias.
Eficiência energética e controle avançado de motores
A eficiência energética representa um pilar fundamental nessas operações complexas. O funcionamento contínuo de bombas exige ajustes constantes na demanda. Por isso, a fabricante utiliza inversores de frequência para modular o trabalho dos motores.
Essa tecnologia reduz desperdícios severos de eletricidade nas redes hidráulicas. Ademais, o monitoramento preventivo identifica anomalias antes de falhas graves. Consequentemente, os operadores planejam manutenções sem riscos de interrupções no abastecimento.
Segundo Renato Damasceno Bedendi, supervisor de marketing da empresa, a digitalização transforma dados brutos em decisões precisas. Em seguida, a integração tecnológica eleva o desempenho geral dos equipamentos industriais. Assim, a infraestrutura atinge patamares elevados de sustentabilidade e segurança operacional.
A evolução tecnológica e a busca por descarbonização transformaram a gestão de energia em prioridade estratégica para as indústrias brasileiras em 2026. A adoção de sensores conectados e inteligência artificial redefine a operação fabril, convertendo processos reativos em modelos preditivos de preservação de capital.
Transformação digital e gestão preditiva de ativos
Em outro cenário, Patrícia Cavalcanti, vice-presidente de Digital Energy e Power Products da Schneider Electric para a América do Sul, explica que a alta nos custos energéticos e as exigências globais por sustentabilidade exigem mudanças profundas no parque industrial.
Portanto, para ela, a integração de inteligência artificial e sensores conectados às redes fabris viabiliza a transição operacional, com destaque para o monitoramento contínuo, que antecipa falhas graves e evita paralisações indesejadas na linha de produção.
Ademais, Patrícia reforça que essa modernização dispensa a substituição massiva de maquinário pesado. “Através do retrofit digital, as indústrias adicionam conectividade aos equipamentos existentes. Logo, obtêm ganhos imediatos de produtividade com inteligência de investimento”, finaliza.
