Urna Eletrônica funciona sem luz? A pergunta é tão óbvia que nos faz duvidar, principalmente em um país de clima tão tropical. Independentemente disso, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) elaborou um plano operacional específico para os dias da eleição de 2026. A iniciativa faz parte de resolução e obriga o ONS a propor segurança de energia elétrica em eventos de grande relevância. O plano está concentrado em duas datas para segurança adicional: 4 e 25 de outubro.
Essas medidas estão relacionadas ao bloqueio de manutenções com corte de carga ou risco de corte de carga e à operação do sistema com fluxos mais reduzidos, de forma a aumentar a segurança.
O ONS também solicitou que os agentes de geração, transmissão e distribuição mantenham equipes de operação e manutenção em regime de sobreaviso, assim como evitem intervenções programadas em instalações que aumentem o risco de interrupções e a adoção de procedimentos adicionais de segurança.
Mesmo assim, as urnas eletrônicas continuam funcionando normalmente, mesmo se faltar energia na região da votação. Cada equipamento possui um conjunto de baterias internas com autonomia projetada para até doze horas de operação contínua. Esse período supera com folga a duração oficial da votação, estabelecida das oito horas da manhã às dezessete horas da tarde. Dessa forma, falhas na rede elétrica externa não interrompem o direito do eleitor de exercer sua cidadania no momento adequado.
Urna Eletrônica tem bateria para 12h
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantém em vigor um rigoroso Procedimento de Contingência para garantir a continuidade do processo de votação no país durante situações de interrupção no fornecimento de energia elétrica nas seções eleitorais. A medida assegura a estabilidade operacional e a segurança energética dos equipamentos utilizados no pleito, mantendo a integridade dos votos registrados pela população brasileira.
A arquitetura da urna utiliza dois sistemas distintos de armazenamento de dados, o que facilita a transferência segura de informações. O componente defeituoso segue diretamente para os procedimentos oficiais de análise e auditoria conduzidos pela Justiça Eleitoral após o encerramento da votação.
O Tribunal Superior Eleitoral utiliza diferentes especificações de baterias nas urnas eletrônicas brasileiras, variando conforme a tecnologia de fabricação dos equipamentos. Os modelos mais recentes de urnas incorporam acumuladores de energia de lítio-ferro-fosfato de nove ampères-hora, enquanto as versões anteriores operam predominantemente com baterias de chumbo-ácido de sete ou nove ampères-hora.
Essa infraestrutura de armazenamento energético garante a autonomia operacional dos terminais de votação durante eventuais interrupções no fornecimento de eletricidade da rede pública. A capacidade técnica dos componentes assegura o funcionamento ininterrupto do sistema eletrônico por um período que varia entre dez e doze horas.
| Modelo | Processador | Bateria |
|---|---|---|
| UE2022 | Intel® Atom™ E3940 1.6 GHz | Litio-Ferro-Fosfato 9Ah |
| UE2020 | Intel® Atom™ E3940 1.6GHz | Litio-Ferro-Fosfato 9Ah |
| UE2015 | Intel® Atom™ Z510P | Chumbo-ácido 7Ah |
| UE2013 | Intel® Atom™ Z510P | Chumbo-ácido 7Ah |
| UE2011 | Intel® Atom™ Z510P | Chumbo-ácido 7Ah |
| UE2010 | Intel® Atom™ Z510P | Chumbo-ácido 7Ah |
| UE2009 | Intel® Atom™ Z510P | Chumbo-ácido 7Ah |
| UE2008 | Geode LX700 333MHz | Chumbo-ácido 9Ah |
| UE2006 | Geode LX700 333MHz | Chumbo-ácido 9Ah |
| UE2004 | Cyrix Geode GX1 200MHz | Chumbo-ácido 7,2Ah |
| UE2002 | Cyrix Geode GX1 200MHz | Chumbo-ácido 9Ah |
| UE2000 | Cyrix Geode GXLV 166MHz | Chumbo-ácido 9Ah |
| UE1998 | Cyrix Geode GXLV 166MHz | Chumbo-ácido 7Ah |
| UE1996 | Intel® 386SX 40Mhz | Chumbo-ácido 7Ah |
Qual é a bateria da Urna Eletrônica?
O dimensionamento das baterias atende com folga ao período oficial de votação no país. A escolha por tecnologias como o lítio-ferro-fosfato nos modelos mais modernos reflete a busca por maior densidade energética, estabilidade térmica e durabilidade superior em ciclos de carga. O sistema gerencia a transição de energia de forma automática quando detecta quedas na rede convencional, preservando os dados gravados e a integridade da votação.
A escolha por tecnologias como o lítio-ferro-fosfato nos modelos mais modernos reflete a busca por maior densidade energética, estabilidade térmica e durabilidade superior em ciclos de carga.

