Cidades usam cancelas com IA para interditar áreas alagadas

Cidades usam cancelas com IA para interditar áreas alagadas

Diante de tempestades históricas e volumes de chuva acima da média, cidades adotam cancelas automáticas para interditar áreas sujeitas a alagamentos. A medida busca evitar acidentes e proteger motoristas e pedestres em trechos com risco de inundação.

Um dos exemplos está em Goiânia, onde prefeitura, Defesa Civil e secretarias implantaram um sistema para monitorar pontos críticos, como a Marginal Botafogo e o Complexo Jamel Cecílio, e bloquear o acesso quando há risco de alagamento. A tecnologia combina câmeras, sensores e inteligência artificial para acompanhar, em tempo real, as condições das vias e a elevação do nível da água.

O sistema permite o acionamento remoto das cancelas. Quando câmeras e sensores identificam risco iminente de inundação, a central de controle recebe o alerta. Os agentes da Defesa Civil podem então fechar as cancelas sem precisar deslocar equipes até o local durante a tempestade. Os equipamentos, fornecidos pela Came do Brasil, bloqueiam o acesso de veículos e pedestres às áreas de risco.

Tecnologia começa a ganhar espaço

Segundo Marco Barbosa, diretor da Came do Brasil, o acionamento preventivo dessas barreiras impede que motoristas tentem atravessar pontos alagados por engano ou imprudência. Com isso, a tecnologia evita que passageiros fiquem presos em enxurradas sob risco de vida, reduz danos materiais aos veículos e impede que o tráfego da cidade fique totalmente paralisado durante as chuvas.

Com os sucessivos recordes de pluviometria registrados no Brasil, a expectativa é que o modelo pioneiro testado em Goiânia sirva de referência. Afinal, a combinação entre monitoramento climático, inteligência artificial e bloqueio físico remoto pode ser uma das ferramentas mais eficientes da engenharia urbana.

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