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Tecnologia

Semáforos com IA já começam a funcionar nas capitais

Semáforos com IA já começam a funcionar nas capitais
Semáforos com IA já começam a funcionar nas capitais

As capitais brasileiras começam a utilizar inteligência artificial para controlar o tráfego urbano em tempo real. A tecnologia, implementada em Belo Horizonte e Curitiba ao longo de 2026, ajusta os semáforos com base em dados históricos e meteorológicos para reduzir congestionamentos.

Durante décadas, a engenharia de tráfego funcionou com uma lógica baseada em horários fixos e fluxos históricos. Contudo, a cidade real lida diariamente com chuvas, acidentes, obras e eventos que alteram a circulação em poucos minutos.

Nesse cenário, a inteligência artificial muda essa equação ao longo de 2026. Em vez de reagir apenas após o engarrafamento, os sistemas inteligentes combinam informações atualizadas para identificar padrões, prever a evolução do fluxo e coordenar a operação dos cruzamentos de forma integrada.

Belo Horizonte lançou em julho de 2026 o projeto Semáforos Inteligentes, que aplica a tecnologia em cerca de 50% do parque semafórico na primeira etapa. Curitiba também utiliza semáforos adaptativos com inteligência artificial em 44 vias do município sulista.

Um estudo publicado em fevereiro de 2026 na revista Scientific Reports reforça essa tendência global. A pesquisa desenvolveu um modelo que combina fluxo de veículos, condições meteorológicas e aprendizado por reforço para prever com precisão a dinâmica do trânsito urbano.

Infraestrutura moderna sem grandes obras

Segundo o CEO da Aquarela Analytics, Marcos Santos, a implementação não exige a troca completa da infraestrutura existente nas ruas.

Conforme explica o executivo, a inteligência é adicionada por meio de sensores, câmeras, controladores e uma camada de software capaz de analisar os dados e orientar a operação dos sinais luminosos.

Portanto, a tecnologia permite que o semáforo processe informações do momento presente e histórico para estimar a evolução do tráfego. Desse modo, os tempos dos sinais são ajustados de maneira dinâmica para otimizar os deslocamentos diários.

A solução transforma os equipamentos tradicionais em parte de uma rede integrada. Assim, a cidade consegue responder com maior rapidez às alterações repentinas que ocorrem nas vias públicas.

Redução de atrasos e emissão de poluentes

Um estudo publicado em 2025 na IATSS Research avaliou sistemas de controle baseados em aprendizado por reforço profundo. Os resultados indicaram reduções de 26,4% nos atrasos, 26,9% nos conflitos entre veículos e 12% nas emissões de dióxido de carbono.

Testes práticos realizados em cruzamentos de Hangzhou, na China, e Colônia, na Alemanha, também registraram quedas de 10% a 15% nos atrasos. Na rotina urbana, esses índices representam menos tempo perdido nos cruzamentos e viagens mais previsíveis.

Além da fluidez viária, a diminuição de paradas desnecessárias colabora para a redução no consumo de combustível e na emissão de gases poluentes. A evolução tecnológica consolida um passo essencial para a expansão de cidades inteligentes no Brasil.

Para especialistas da área, uma cidade inteligente vai além da instalação de sensores nas ruas. O diferencial consiste na capacidade de transformar os dados coletados em práticas para melhorar a circulação e garantir eficiência ao transporte público.

Rodrigo Samy

Rodrigo Samy

Jornalista e assessor de imprensa com 25+ anos de experiência. Passagens por Estadão, WebMotors, Yamaha e Mitsubishi, além de atendimento a marcas como Jeep, Goodyear e SulAmérica. Fundador do Electric News, portal focado em mobilidade elétrica e transição energética.

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