Copa do Mundo: saiba como foi a oscilação da carga no Brasil x Haiti

Um em cada cinco brasileiros só vê futebol na Copa

Na segunda partida da seleção brasileira na Copa, diante do Haiti, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) manteve a operação para o evento e ficou de olho nos monitores. Eles mostram o comportamento da carga no Sistema Interligado Nacional (SIN). A atuação coordenada do Operador permitiu gerenciar as oscilações de demanda de forma segura.

Antes do início do jogo, a partir das 20h30, foi observada uma redução de aproximadamente 6.700 MW na carga. O montante equivale à demanda média do estado do Rio de Janeiro.

Durante o primeiro tempo, a carga continuou no processo de redução esperado para o horário, porém cerca de 7.500 MW abaixo de um dia típico. No intervalo, por volta de 22h25, a demanda apresentou uma recuperação de cerca de 2.279 MW em apenas 9 minutos. Montante médio do estado do Ceará.

Um Maranhão de energia

Após o encerramento do jogo, às 23h33, houve um novo crescimento da carga, da ordem de 2.420 MW em aproximadamente 17 minutos. O volume equivale à demanda média do estado do Maranhão.

Apenas, por volta da meia-noite e início do sábado (20), é que a energia retornou ao comportamento típico observado para uma madrugada de sábado. “Cada partida exige uma atuação diferenciada, por conta dos dias e horários dos jogos. O ONS se prepara para responder às variações de consumo associadas aos
grandes eventos. Seguiremos adotando todas as medidas necessárias para garantir uma operação segura ao longo de toda a competição, contribuindo para que os
brasileiros possam torcer com tranquilidade e alegria”, afirma o diretor-geral do ONS, Marcio Rea.

Copa do Mundo: Brasil x Haiti

Antes da partida, muitas pessoas interrompem atividades domésticas, comerciais e industriais para se preparar para assistir ao jogo, reduzindo o uso simultâneo de equipamentos e provocando uma forte queda na carga do sistema.

Já, durante o intervalo e logo após o apito final, ocorre o chamado “efeito de sincronismo”, quando milhões de pessoas voltam a utilizar aparelhos quase ao mesmo tempo. Ou seja, acendem luzes, abrem geladeiras, utilizam micro-ondas, chuveiros elétricos, televisores, aparelhos de ar-condicionado e outros equipamentos.

No caso de vitórias, portanto, as comemorações também contribuem para elevar o consumo em residências, bares e restaurantes. Ou seja, essas oscilações abruptas exigem planejamento prévio. A ONS, por exemplo, ajusta a operação das usinas para garantir que a oferta de energia acompanhe a rápida retomada da demanda sem comprometer a o SIN.

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