Climatempo usa inteligência climática para ajudar distribuidoras

Por que retirar aparelhos da tomada nas tempestades ou ciclones? - pode parecer meio obvia. Mas o simples ato é uma das melhores formar de se defender de descargas elétricas muito fortes.

Com o aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos, as distribuidoras de energia vêm ampliando os investimentos em monitoramento. Segundo o setor, mais de 30% dos desligamentos registrados no sistema elétrico brasileiro estão relacionados a condições climáticas adversas. De olho nesse cenário, a Climatempo apresentou no CIDE 2026 (Congresso de Inovação na Distribuição de Energia Elétrica) soluções de monitoramento.

Mais de 30% dos apagões são de origem climática

Segundo Vitor Hassan, Head de Negócios da Climatempo, o uso de inteligência climática permite que as distribuidoras antecipem riscos. A solução mobiliza equipes de forma estratégica e reduz os impactos de tempestades, ventos fortes e descargas atmosféricas.

Entre as soluções está o Sistema de Monitoramento e Alerta Climatempo (SMAC), plataforma que acompanha em tempo real as condições meteorológicas. A ferramenta monitora variáveis como chuva, vento, raios, temperatura e umidade, além de emitir alertas geolocalizados para apoiar decisões operacionais.

Inteligência climática ganha espaço nas distribuidoras de energia

O monitoramento é complementado por estações meteorológicas instaladas em campo, que coletam dados locais sobre rajadas de vento e pressão atmosférica. De acordo com a empresa, a combinação de sensores com modelos meteorológicos aprimorados por inteligência artificial permite correlacionar dados climáticos.

As informações podem ser integradas aos centros de operação e aos sistemas corporativos das concessionárias, permitindo o acompanhamento de áreas de risco e a priorização das ações de resposta.

IA, sensores e alertas em tempo real ajudam concessionárias a antecipar tempestades

Além do monitoramento, a Climatempo também oferece laudos técnicos para comprovação de danos em ativos e interrupções de fornecimento associadas a eventos climáticos, documentos que podem servir de apoio em análises internas e em processos junto aos órgãos reguladores.

A empresa desenvolve ainda estudos e projetos de inteligência climática voltados ao planejamento de curto, médio e longo prazo, contribuindo para iniciativas de inovação, pesquisa e desenvolvimento e modernização das redes de distribuição.

Para Hassan, a crescente digitalização das operações e o uso de dados meteorológicos avançados serão cada vez mais importantes para o setor elétrico diante do aumento dos eventos climáticos severos. “O objetivo é fornecer informações em tempo real e ferramentas de apoio à decisão que permitam às concessionárias elevar seus níveis de eficiência, qualidade e segurança operacional”, conclui.

 

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