Como Noronha virou um laboratório da transição energética

Como Noronha virou um laboratório da transição energética [foto - Tibaleia]

O processo de descarbonização de Fernando de Noronha avança com a geração renovável e a redução progressiva do uso de usinas termoelétricas. Hoje, 95% da eletricidade da ilha ainda é gerada por térmicas movidas a diesel ou biodiesel. Elas atuam como fonte principal do sistema.

Esse modelo implica alto custo operacional, logística complexa de transporte de combustível e elevadas emissões de gases de efeito estufa.

Projeto Noronha Verde prevê baterias e placas solares

Com o Projeto Noronha Verde, a Neoenergia prevê a implantação de um novo sistema híbrido. Ou seja, composto por 22 MWp de geração solar fotovoltaica, associados a 49 MWh de armazenamento em baterias.

Quando concluída, a infraestrutura atenderá a maioria da demanda elétrica da ilha com fontes renováveis. Com isso, reduzindo a operação das térmicas a um papel residual, voltado à segurança do sistema.

O projeto, por exemplo, tem como meta reduzir em até 85% as emissões de carbono da matriz elétrica local, por meio do desligamento progressivo da usina térmica, que consome cerca de 8,6 milhões de litros de óleo diesel por ano.

Fernando de Noronha precisa ser sustentável

Entre as iniciativas em andamento está a construção da primeira usina solar flutuante da Neoenergia, instalada no espelho d’água do açude do Xaréu.

A planta terá potência instalada de cerca de 630 kWp e capacidade de geração anual estimada entre 1.080 e 1.240 MWh, volume suficiente para atender aproximadamente 50% da demanda energética. (Veja a Usina Flutuante criada em Itaipu).

Portanto, com a combinação de geração solar em solo, usina flutuante e sistemas de armazenamento, Fernando de Noronha passa a funcionar como um laboratório de transição energética, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis, aumentando a confiabilidade do fornecimento e servindo de referência para outras regiões remotas do País.

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