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Veja quem venceu um dos maiores leilões de transmissão

Cerâmica amplia capacidade de escoamento de energia
Cerâmica amplia capacidade de escoamento de energia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou a segunda etapa do Leilão de Transmissão nº 01/2026, na B3, para conceder os lotes 7 a 10 do serviço de transmissão de energia elétrica. Ao todo, os quatro empreendimentos somam investimentos estimados em R$ 1,6 bilhão.

A Axia Energia, antiga Eletrobras, foi a grande vencedora do certame, levando três dos quatro lotes por meio de sua subsidiária Axia Energia Sul. O quarto lote ficou com o Consórcio Olympus XX, formado pela Alupar Investimento e pela Infra 2 Investment.

Os resultados por lote

  • Lote 7 (São Paulo): arrematado pelo Consórcio Olympus XX por R$ 96,7 milhões, deságio de 52% sobre a Receita Anual Permitida (RAP) máxima. O trecho vai atender a região metropolitana de São Paulo, incluindo o ABC, com energização prevista para junho de 2031.
  • Lote 8 (Mato Grosso do Sul): vencido pela Axia Energia Sul com lance de R$ 10,8 milhões, deságio de 59%, o maior do leilão.
  • Lote 9 (São Paulo): também arrematado pela Axia Energia Sul, por R$ 16,2 milhões, deságio de 57,2%.
  • Lote 10 (Mato Grosso): fechado pela Axia Energia Sul por R$ 23,7 milhões, deságio de 51,8%.

Os projetos preveem novas linhas de transmissão aéreas e subterrâneas, além da construção e ampliação de subestações, com o objetivo de reforçar a capacidade de escoamento de energia e a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Lotes vinham de contrato rescindido com a MEZ Energia

Os quatro lotes leiloados nesta etapa pertenciam originalmente à concessão da MEZ Energia. O contrato foi rescindido após acordo entre a empresa e o Ministério de Minas e Energia (MME), com mediação do Tribunal de Contas da União (TCU), o que levou a Aneel a recolocar os empreendimentos em disputa. A sessão teve menor número de participantes do que a primeira etapa do leilão, e nenhum dos lotes chegou à fase de disputa em viva-voz.

Deságios seguem tendência do setor

Os descontos aplicados nesta etapa, entre 51,8% e 59% sobre a RAP máxima, seguem um padrão observado em leilões recentes de transmissão no Brasil, marcados por forte competição entre concessionárias e queda persistente nos valores ofertados. Para o diretor de Relacionamento com Clientes e Governança em Licitações da B3, Rogério Santana, a bolsa segue cumprindo seu papel de aproximar bons projetos de infraestrutura a investidores privados, atuando há mais de 30 anos como ambiente para leilões de concessão de serviços públicos.

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Rodrigo Samy

Rodrigo Samy

Jornalista e assessor de imprensa com 25+ anos de experiência. Passagens por Estadão, WebMotors, Yamaha e Mitsubishi, além de atendimento a marcas como Jeep, Goodyear e SulAmérica. Fundador do Electric News, portal focado em mobilidade elétrica e transição energética.

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