A digitalização e a transição energética começam a avançar juntas no agronegócio brasileiro. Pressionado por eficiência, redução de custos e sustentabilidade, o setor acelera a adoção de soluções que unem automação, inteligência operacional e novos modelos de energia no campo.
Uma das apostas é o kit retrofit OutRun, que transforma tratores já em operação em sistemas inteligentes assistidos, capazes de operar sem condutor na cabine, sob supervisão humana. A tecnologia já é demonstrada no Brasil nos tratores Fendt 936 Vario e 942 Vario. Além de aumentar a eficiência das operações, o sistema reduz a necessidade de mão de obra em tarefas repetitivas e dispensa a compra de novas máquinas, já que funciona como retrofit para frotas existentes.
Motor de trator movido a etanol e kit autônomo
Segundo a fabricante, o motor mantém desempenho semelhante ao diesel, com potência entre 200 cv e 300 cv, preservando torque, tração e produtividade. A solução também pode reduzir em até 90% as emissões de CO₂ equivalente e beneficiar produtores de milho e cana-de-açúcar, que podem produzir o próprio combustível na fazenda.
Expectativa é que a tecnologia chegue em 2028
As duas iniciativas mostram como o agronegócio passa a integrar produtividade, automação e energia em um novo modelo operacional, baseado em eficiência energética, inteligência digital e menor dependência de combustíveis fósseis.




