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Tecnologia

Música boa ou ruim? Não importa, são 36 horas de som

A bateria de 39 Wh garante até 36 horas de reprodução contínua com muita música.
A bateria de 39 Wh garante até 36 horas de reprodução contínua com muita música.

A LG Electronics fez o lançamento global da LG XBOOM XG8T, uma caixa de som Bluetooth desenvolvida para levar som de alta performance. A bateria de 39 Wh garante até 36 horas de reprodução contínua com muita música.

O sistema entrega até 220W de potência na tomada e 270W na bateria, utilizando dois woofers de 5,25 polegadas e tweeters de alta precisão. A inteligência artificial otimiza o som em tempo real por meio da calibração AI Sound & Spatial Pro. Ou seja, a tecnologia ajusta a equalização de acordo com o ambiente, avaliando principalmente se a caixa está em um ambiente fechado ou ao ar livre.

Frente à concorrência direta no segmento de colunas portáteis de alta potência, a LG destaca-se principalmente pela maior autonomia de bateria, robustez de construção e recursos avançados de otimização sonora por inteligência artificial.

Comparativo com concorrentes diretos:

  • JBL Boombox 3: Sobressai pelo sistema de áudio de três vias com subwoofer dedicado focado em graves profundos, mas perde nos pontos chaves de autonomia (até 24 horas), potência ligeiramente inferior na bateria, proteção IP67 (em vez de IP68) e um formato com alça fixa que dificulta o transporte.

  • AIWA Boombox Plus: Um modelo focado no custo-benefício com 200W RMS de potência. A proposta da LG justifica o seu valor superior ao entregar resistência de nível militar com certificação IP68, ajuste acústico proporcionado por software e calibração essencial dinâmica orientada por inteligência artificial.

Os valores médios de mercado para cada modelo são:

  • LG XBOOM XG8T: Entre R$ 2.599,00 e R$ 2.899,00

  • JBL Boombox 3: Entre R$ 2.400,00 e R$ 2.800,00

  • AIWA Boombox Plus: Entre R$ 1.100,00 e R$ 1.400,00

  • JBL PartyBox Club 120: Entre R$ 2.100,00 e R$ 2.400,00

Para reforçar a qualidade dos produtos fabricados em Manaus, a marca promoveu demonstrações práticas em produtos concorrentes não identificados. Entre as operações realizadas diante da imprensa, estavam a remoção da tampa para ver o acabamento e a medição com instrumentos precisos.

A ideia foi mostrar que, embora o Watt (W) seja a unidade do Sistema Internacional utilizada para medir a taxa de conversão da energia elétrica em som, o indicador mais importante para comparar os modelos é o RMS (Root Mean Square). Ele representa a potência elétrica contínua sem distorção que o equipamento consegue entregar durante longos períodos sem danificar os componentes internos ou prejudicar a qualidade do áudio.

Diferente do RMS, a chamada “potência de pico” ou PMPO representa o pico máximo atingível numa fração de segundo antes de ocorrer distorção ou danos, constituindo um valor puramente comercial que pode ser até dez vezes superior à capacidade real. Por essa razão, a medição em Watts RMS é a única métrica fiável para comparar a verdadeira força sonora entre diferentes colunas.

Resultado da experiência comparativa

Na desmontagem, a primeira coisa que sobressaiu foi a boa qualidade no acabamento. Os componentes e placas são mais robustos na imagem do equipamento da LG, enquanto nos restantes há um acabamento inferior.

A prova de fogo foi feita utilizando um osciloscópio. Ele é essencial na engenharia eletrônica e muito utilizado para visualizar e analisar a variação de sinais elétricos ao longo do tempo. O equipamento converte tensões elétricas em gráficos do desempenho real do som (conforme fotos). Outra função é identificar se há distorções, picos, interferência eletromagnética e falhas em componentes de placas eletrônicas. Por fim, também serve para testar comportamentos de fontes de alimentação, clipping (cortes de sinal), barramentos de comunicação e processadores de sinal.

O que o osciloscópio mostrou?

No primeiro caso, o amplificador atingiu o seu limite máximo de potência. Em vez de continuar a ampliar a onda senoidal (que deveria ser uma curva suave), ele “corta” ou achata os picos superior e inferior do sinal. Na prática, esse corte faz o som emitir um ruído fortemente distorcido, rachado e com um tom agudo desagradável. O excesso de interrupções contínuas pode queimar o sistema em pouco tempo. Neste caso, se o objetivo era testar a potência máxima limpa do equipamento, o volume deve ser reduzido até que os topos da onda fiquem redondos e suaves novamente. No segundo caso, ainda há quebras, mas de forma mais homogênea.

 

Primeira imagem traz o detalhe da LG. A segunda é a da concorrência. A qualidade dos conectores e das placas são os detalhes que mais chamaram a atenção

Redação

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Formado em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas e pós-graduado em Globalização e Cultura pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Iniciou a carreira em 1997, na rádio Trianon-AM. Como repórter, atuou nas redações do WebMotors e d’O Estado de S. Paulo. Foi assessor de imprensa da Yamaha Motor e Mitsubishi Motor. Em agências, fez atendimento à imprensa para empresas como: Jeep, Goodyear, Marfrig Global Foods, SulAmérica e Messer Gases. Sempre apaixonado por transição energética e mobilidade, criou o Eletric Day, blog especializado em notícias do segmento de energia.

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