O custo para instalar um sistema de energia solar segue competitivo no Brasil e há estados onde o investimento é significativamente mais acessível. Segundo levantamento da Solfácil, o preço médio nacional ficou em R$ 2,49 por watt-pico (Wp), unidade usada para medir a potência dos painéis solares. Com isso, um ranking foi elaborado para indicar os estados mais acessíveis para se obter energia solar.
O tempo médio de retorno do investimento, conhecido como payback, está em menos de três anos nos estados com custo mais baixo. Isso significa que, em cerca de 36 meses, o consumidor consegue recuperar o valor aplicado por meio da economia na conta de luz.
Ranking da energia solar
A pesquisa apontou dez estados com menor custo médio para instalação residencial segundo o estudo no terceiro trimestre do ano. Estados do Sul e do Sudeste nem aparecem na lista.
- Acre – R$ 2,14/Wp
- Rondônia – R$ 2,18/Wp
- Alagoas – R$ 2,30/Wp
- Mato Grosso – R$ 2,31/Wp
- Mato Grosso do Sul – R$ 2,32/Wp
- Paraíba – R$ 2,35/Wp
- Piauí – R$ 2,36/Wp
- Amazonas – R$ 2,37/Wp
- Rio Grande do Norte – R$ 2,40/Wp
- Amapá– R$ 2,42/Wp
“O mercado de energia solar continua muito favorável para quem deseja investir. Os preços ainda estão abaixo dos níveis de 12 meses atrás. No Brasil, os sistemas fotovoltaicos são extremamente acessíveis, com payback inferior a três anos. Nenhum outro mercado no mundo oferece um retorno tão rápido”, afirma Fabio Carrara, CEO e fundador da Solfácil.
Onde a energia solar é mais cara no Brasil?
Embora a energia solar esteja entre as tecnologias que mais se expandem no Brasil, o custo de instalação de um sistema fotovoltaico varia bastante de uma região para outra. E entender esse mapa é essencial tanto para consumidores quanto para empresas que buscam investir em geração própria.
Hoje, instalar energia solar costuma ser mais caro na Região Norte, especialmente nos estados do Amazonas, Acre, Amapá e Roraima. O motivo principal é a logística: painéis, inversores e estruturas de fixação percorrem longas distâncias, muitas vezes por estradas precárias ou rotas fluviais, o que encarece o frete e atrasa entregas. Além disso, há menos integradores certificados nessas áreas, o que reduz a concorrência e aumenta o custo da mão de obra especializada.
Custo da operação para obter a energia solar influencia
No Centro-Oeste, regiões remotas também apresentam valores acima da média, especialmente quando dependem de transporte interestadual para receber equipamentos. Já no Nordeste, apesar de o potencial solar ser um dos melhores do mundo, cidades menores e isoladas podem registrar preços elevados pelo mesmo motivo: pouco acesso às distribuidoras e um mercado ainda em consolidação.
Na outra ponta do mapa, quem busca preços mais competitivos encontra um cenário mais favorável nas regiões Sudeste e Sul, onde a alta concentração de instaladores, o acesso facilitado a centros logísticos e a ampla oferta de equipamentos derrubam o valor final do watt instalado. Estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina formam o núcleo mais barato do país para quem quer começar a gerar a própria energia.
No fim das contas, a diferença no custo da energia solar não tem relação direta com o sol — que brilha forte em quase todo o território —, mas sim com infraestrutura, transporte, densidade de profissionais e maturidade do mercado local. Quanto mais competitivo e bem abastecido o mercado, mais acessível fica o investimento. E conforme a tecnologia avança e a distribuição melhora, estas diferenças tendem a diminuir, tornando a energia solar cada vez mais democrática em todas as regiões do Brasil.





