Um consórcio global apresentado na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30), propõe uma nova infraestrutura para transformar dados climáticos em ações efetivas. Trata-se de uma plataforma que mostra as emissões de gases do efeito estufa de todo o planeta. O ambientalista e ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, apresentou o projeto em Belém.
O consórcio, criado há seis anos, converge dados de provedores de tecnologia, líderes acadêmicos, agências das Nações Unidas e países comprometidos. A iniciativa não cria dados climáticos novos, mas converte diversas fontes públicas de todo o mundo para monitorar esforços de mitigação e adaptação e analisar mudanças ao longo do tempo. Apesar disso, a iniciativa tem enfrentado restrição de dados, como explicou Al Gore.
“Se estamos buscando mais recursos para ajudar, uma fonte viável seria os trilhões de dólares que os governos estão usando para subsidiar combustíveis fósseis, agravando a crise. É claro que o elefante na sala, em alguns círculos atualmente, é o novo governo de Donald Trump, que ordenou à Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos que interrompa a coleta de dados climáticos. Uma das muitas razões para a criação do Climate Trace foi justamente fornecer fontes independentes de dados precisos.”
Veja o primeiro país a mostrar as emissões de gases do efeito estufa
A capital de Uganda, Kampala, foi a primeira cidade a participar. Mas agora, a plataforma já traz dados de vários outros pontos do mundo. Pelo site Climate Trace (“Rastreamento Climático”, em português), é possível reconhecer, por exemplo, que Belém – sede da COP30 – tem três grandes fontes emissoras de gases causadores do efeito estufa. Essas três fontes são consideradas “superemissoras”, pois estão entre os 10% maiores emissores de partículas poluidoras no ar. Fazer o teste é muito simples: escreva o nome da sua cidade e veja quais são os maiores poluidores e as áreas diretamente impactadas.






