O boletim do Programa Mensal da Operação (PMO) para a semana de 22 a 28 de novembro traz um panorama detalhado do comportamento hídrico do Sistema Interligado Nacional (SIN). As projeções indicam que a Energia Natural Afluente (ENA) — que mede a quantidade de água que chega aos reservatórios e influencia diretamente a geração hidrelétrica — deve ficar acima de 80% da Média de Longo Termo (MLT) em dois subsistemas. No Sul, a estimativa é de 93% da MLT, enquanto o Sudeste/Centro-Oeste deve alcançar 81%, níveis considerados positivos para o período. Já no Norte e Nordeste, a tendência é de ENA mais baixa, com previsão de 58% e 29% da MLT, respectivamente.
Outro indicador importante, a Energia Armazenada (EAR), mostra como estão os níveis dos reservatórios. O subsistema Sul novamente aparece na liderança, com projeção de 89,6%, refletindo um cenário confortável para geração hidráulica. O Norte vem em seguida, com 57,9%, enquanto Nordeste (45,6%) e Sudeste/Centro-Oeste (43,4%) apresentam níveis intermediários, ainda dentro da normalidade esperada para o período de transição para o regime úmido.
Segundo o diretor-geral do ONS, Marcio Rea, a tendência é de melhora gradual desses indicadores. “Com o avanço do período úmido, a tendência é que as previsões de ENA e EAR possam aumentar ao longo dos próximos meses. Continuamos otimizando os recursos, com uma política operativa de preservação dos reservatórios, garantindo a segurança e o pleno atendimento das demandas de carga e potência”, destaca.
No lado da demanda, os cenários prospectivos apontam crescimento no consumo de energia do SIN e na maioria dos subsistemas. Para o sistema na totalidade, a projeção é de alta de 0,9%, alcançando 81.970 MWmed.
O maior avanço é esperado no Norte, onde a carga pode crescer 9,3% (8.997 MWmed), impulsionada principalmente por expansão econômica e aumento de temperaturas. O Nordeste também deve apresentar desempenho robusto, com crescimento de 3,5% (14.105 MWmed). Já o Sudeste/Centro-Oeste projeta avanço leve, de 0,2% (45.215 MWmed).
O Sul é o único subsistema com expectativa de retração, estimada em 4,1% (13.653 MWmed). Todas as variações comparam novembro de 2025 com o mesmo período de 2024.
Por fim, o boletim indica que o Custo Marginal de Operação (CMO) — referência que orienta o despacho de energia no país — permanece equalizado em todas as regiões, fixado em R$ 324,17, sinalizando equilíbrio entre oferta e demanda para o período analisado.





