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Consumo de energia no Brasil recua 1,8% em novembro

Consumo de energia recua 1,5% em novembro na comparação com 2023
Consumo de energia recua 1,5% em novembro na comparação com 2023

Consumo de energia no Brasil recua 1,8% em novembro de 2025. É o que aponta a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). Pelo levantamento, o Brasil consumiu 69.713 megawatts médios em novembro, retração de 1,8% em relação ao mesmo período de 2024. O desempenho é reflexo das temperaturas mais amenas.

O calor é um dos fatores que influenciam a utilização de eletricidade no país, aponta a CCEE. Logo, o uso de aparelhos de refrigeração, como ventiladores e ar-condicionado, tem impacto direto sobre a demanda, especialmente no mercado regulado, que reúne consumidores residenciais, pequenos comércios e empresas de médio porte. Nesse segmento, a carga foi de 39.754 MW médios, queda de 1,5% na comparação anual.

No mercado livre, em que o consumidor tem liberdade para escolher seus fornecedores de energia com base em critérios como preço, tipo de fonte e flexibilidade contratual, consumiu-se 29.959 MW médios, redução de 2,7% no comparativo com novembro de 2024.

Consumo de energia recua por conta do clima mais ameno

Para a CCEE, os dados reforçam o papel do monitoramento contínuo do consumo de energia como um termômetro importante da atividade econômica e do comportamento do setor elétrico brasileiro. As informações, apuradas em tempo real pela instituição, servem de base para o planejamento de agentes, investidores e formuladores de políticas públicas em todo o país.

 

 

Desempenho setorial no mercado livre

A Câmara de Comercialização também acompanha o comportamento do consumo em 15 ramos de atividade econômica que atuam no mercado livre. Em novembro, apenas quatro deles registraram avanço. Ou seja: Extração de Minerais Metálicos (11,4%), Transporte (2,1%) e Minerais Não-Metálicos e Saneamento, ambos com avanço de 1,6%, cada um.

 

 

Análise regional

Na leitura regional: Acre teve o maior aumento no consumo de energia elétrica no país, com 16,6%. Em seguida, Mato Grosso (8,7%), Pará (6,7%), Goiás (5,0%) e Tocantins (4,9%). As quedas ficam mais concentradas nas regiões Sul e Sudeste, com maior declínio do mês registrado no Paraná (-10,0%).

 

Redação

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Jornalista e analista especializado no setor de mobilidade elétrica, energia limpa e mercado de capitais no Electric News.

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