Um caminhão-piloto que utiliza energia solar para transferir GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) para empresas, sem a necessidade de manter o motor ligado, foi apresentado. A proposta é uma parceria entre a Supergasbras, distribuidora de gás, e a EGSA do Brasil. O protótipo continua em fase de testes.
Em caminhões tradicionais, 100% a diesel, o motor aciona a bomba de GLP por meio da tomada de força no câmbio, o que permite a transferência do produto do tanque do veículo para os clientes.
Energia solar serve para abastecer empresas com GLP
No protótipo, painéis solares instalados sobre o tanque captam a luz do sol e a transformam em eletricidade. O sistema armazena essa energia, juntamente com o excedente gerado pelo alternador do caminhão, em uma bateria instalada atrás da cabine. Essa bateria alimenta um motor elétrico dedicado à bomba de GLP, permitindo que todo o abastecimento seja realizado com o veículo totalmente desligado. As placas solares fornecem energia exclusivamente para o processo de transferência do GLP.
Conforme Fabiana Simões, gerente de Logística da Supergasbras, após a fase de teste e análise de resultados, será avaliada a expansão da tecnologia para outros caminhões da frota. O veículo em que a inovação está instalada é um modelo Volkswagen Constellation 26.260 6X2.
GNV e GLP têm funções diferentes
Embora muitas vezes mencionados juntos, GNV (Gás Natural Veicular) e GLP cumprem funções muito diferentes no transporte de cargas. Enquanto o GNV começa a ganhar espaço como alternativa ao diesel na tração de caminhões, o GLP segue concentrado no papel de fonte de energia auxiliar em operações específicas, como a transferência do gás nos veículos de distribuição.
O GNV, composto majoritariamente por metano, é armazenado em cilindros de alta pressão e utilizado diretamente no motor. Em caminhões, a tecnologia é adotada principalmente em operações urbanas e rotas de média distância, oferecendo redução de emissões e menores níveis de ruído. Quando substituído por biometano, o ganho ambiental é ainda maior, com cortes significativos na pegada de carbono.
GNV e GLP: Funções diferentes no transporte de cargas no Brasil
Por sua vez, o GLP, formado por propano e butano, não move o veículo. No setor de distribuição, as empresas transportam esse gás como produto final e o abastecem nos clientes. Tradicionalmente, o motor a diesel do caminhão aciona a bomba responsável por essa transferência.
Assim, enquanto o GNV avança como combustível veicular, o GLP evolui nas soluções de eficiência operacional, cada um reforçando seu papel específico na matriz energética do transporte.





