BNDES injeta R$ 232 milhões em data center modular voltado à IA

Inteligência artificial: quem vai pagar a energia dos data centers?

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou financiamento de R$ 232,5 milhões para a Modular Data Centers, com foco no desenvolvimento de propriedade intelectual e na aquisição de máquinas, equipamentos e insumos.

O investimento vai viabilizar a criação de um data center modular multiusuário e escalável, com capacidade inicial de 12 MW de TI, projetado para atender demandas de cloud e inteligência artificial.

A nova estrutura adota arquitetura customizada para clientes de grande porte e poderá ser expandida verticalmente em até três andares. O projeto prevê separação física e lógica entre os ambientes de cada cliente, além de redundância independente nos sistemas elétricos e de climatização.

BNDES investe em data center modular

Entre os diferenciais, está a redução de mais de 50% no tempo de implantação em comparação aos data centers convencionais, alinhando-se à demanda crescente por soluções mais rápidas, eficientes e sustentáveis.

O financiamento ocorre em um momento de forte expansão do mercado global de data centers, impulsionado pelo avanço da digitalização e das cargas de inteligência artificial. No Brasil, o movimento reforça a estratégia de fortalecimento da indústria nacional e da capacidade produtiva local em tecnologias críticas.

Com o novo aporte, a empresa amplia sua capacidade de investimento em pesquisa, desenvolvimento e manufatura, em um cenário de rápida evolução tecnológica. O financiamento soma cerca de R$ 400 milhões já viabilizados por meio de linhas de crédito. O valor está voltado à aquisição de seus equipamentos, com foco na expansão da base instalada.

Investimento posiciona o Brasil como relevante na cadeia global

Com três unidades em Santana de Parnaíba (SP), a companhia tem 60 mil m² de área produtiva e capacidade anual superior a 80 MW. A operação reúne cerca de 1.000 colaboradores, incluindo mais de 90 engenheiros dedicados à inovação.

A estratégia inclui ampliação da atuação internacional, com projetos em países da América Latina e planos de entrada nos EUA. O avanço posiciona o Brasil como potencial polo relevante na cadeia global de processamento, especialmente diante do crescimento da IA.

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