Beleza: máscaras de LED disparam e impulsionam a beleza

Beleza: máscaras de LED disparam e impulsionam a beleza

Um levantamento da Klarna confirma a tendência: as vendas de máscaras de LED cresceram 172% entre consumidores de 35 a 45 anos na Europa. O mercado global de dispositivos de beleza acompanha esse ritmo e deve atingir US$ 97,6 bilhões até 2032, com alta anual de 8,7%, segundo projeções do setor. Grandes marcas reforçam a aposta: a L’Oréal lançou recentemente uma máscara de LED ultrafina em parceria com a I-Smart Developments, produto premiado com o CES Innovation Award e voltado ao tratamento de rugas e flacidez em casa.

Para Philippe Gorge, especialista em beleza da consultoria L.E.K., o avanço se explica menos pela tecnologia em si e mais pela mudança no comportamento do consumidor. Segundo ele, a demanda por “beleza científica” cresceu desde a pandemia, e os consumidores passaram a exigir provas, não apenas promessas.

Essa cobrança pressiona toda a cadeia do setor: marcas e distribuidores investem em ferramentas de avaliação mais precisas, enquanto testes de segurança e eficácia ganham peso na validação dos benefícios anunciados.

Como funciona a beleza?

As máscaras de LED funcionam com fototerapia: elas emitem luzes de diferentes cores, cada uma agindo numa camada da pele. A Luz vermelha estimula a produção de colágeno e elastina, ajudando a firmar a pele e suavizar linhas finas. Já a Luz azul tem ação antibacteriana e é usada principalmente contra acne. Por fim, a Luz amarela ou âmbar costuma ser indicada para reduzir vermelhidão e uniformizar o tom da pele. Alguns modelos combinam duas ou mais cores no mesmo aparelho.

O mecanismo por trás disso é a fotobiomodulação: os fótons de luz penetram as camadas da pele e estimulam as mitocôndrias das células, aumentando a produção de energia (ATP) e acelerando processos de reparo e regeneração celular. Na prática, o uso recomendado é de 3 a 5 sessões por semana, de 10 a 20 minutos cada, com resultados visíveis surgindo de forma gradual ao longo de semanas de uso contínuo, não de forma imediata. Por isso, os aparelhos hoje registrados na Anvisa costumam vir com protocolos de uso definidos pelo fabricante.

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