Faltando pouco para a COP30, que será realizada em Belém (PA), o Amazonas apresenta soluções tecnológicas que reforçam o protagonismo da região na agenda climática. Uma delas é o Volitan, conhecido como “barco voador”, desenvolvido pela startup amazonense AeroRiver.
O veículo navega rente à superfície da água sem a tocar, usando um princípio aerodinâmico que reduz o arrasto e o consumo de combustível. Isso permite alcançar velocidades de até 150 km/h com menor impacto ambiental. Com isso, o objetivo é encurtar distâncias e tornar mais eficiente o transporte fluvial na Amazônia.
Com 18 metros de comprimento e autonomia de até 500 km, o Volitan pode transportar dez passageiros ou uma tonelada de carga. A rota entre Manaus e Parintins, por exemplo, pode cair de dez para cerca de três horas.
Os primeiros testes em água, por exemplo, estão previstos para o primeiro trimestre de 2026, com foco em ensaios de flutuabilidade, navegação e sistemas de assistência à pilotagem.
Quado o “Barco Voador” pode revolucionar a Amazônia?
O desenvolvimento conta com apoio da Suframa, do Programa Prioritário de Indústria 4.0, do CITS Amazonas e da Finep. Portanto, a AeroRiver já venceu programas de inovação como o Inova Amazônia e é considerada uma das iniciativas tecnológicas mais promissoras da região.
Após a fase de testes e certificações, a pré-comercialização está prevista para 2026. O modelo deverá atender rotas de turismo sustentável, transporte de insumos e passageiros, além de serviços de saúde em comunidades isoladas.
O “barco voador” simboliza uma Amazônia que alia preservação e inovação — e reforça o papel da região na construção de soluções para um futuro de menor emissão de carbono.





