A consultoria PwC revelou em outubro de 2026 que o Brasil pode atrair investimentos anuais de US$ 60 bilhões em data centers até 2050. O estudo aponta o avanço da inteligência artificial e a busca por soberania digital como motores da expansão tecnológica nacional.
O país parte hoje de uma base anual de US$ 30 bilhões no setor. Contudo, a demanda por infraestrutura local redefine o mercado global de tecnologia. O cenário consolida o território brasileiro como o principal polo latino-americano de processamento de dados.
Soberania digital atrai novos fluxos de capital
A nova edição do Global Data Centre Outlook projeta recursos globais de US$ 31,6 trilhões até 2050. Desse modo, fatores geopolíticos e regulatórios redirecionam o capital para regiões com forte mercado interno. Organizações públicas e privadas exigem o armazenamento local de informações sensíveis.
Nesse contexto, o Brasil destaca-se ao lado de Chile e Canadá nas Américas. A matriz energética predominantemente renovável do país favorece a instalação de complexos tecnológicos. Além disso, a infraestrutura digital em expansão atrai empresas focadas em eficiência operacional.
Daniel Martins, sócio da PwC Brasil, aponta o potencial competitivo nacional. O executivo destaca que o grande mercado consumidor fortalece a atração de capitais estrangeiros. Portanto, o alinhamento entre energia limpa e segurança regulatória garante vantagens duradouras.
Infraestrutura e energia definem a nova corrida tecnológica
A disputa global por aportes em inteligência artificial exige mais do que a construção física de estruturas. Os países precisam garantir fornecimento estável de eletricidade e conectividade avançada. Consequentemente, regiões com restrições energéticas perdem relevância no mapa tecnológico.
Setores como finanças e saúde lideram a exigência por processamento local de dados. Assim, a segurança cibernética impulsiona a descentralização dos hubs tecnológicos tradicionais. O Brasil avança para consolidar sua posição estratégica na economia digital do futuro.
