Mutiplicação dos drones na Agrishow 2026

Mutiplicação dos drones na Agrishow 2026

Um dos destaques da Agrishow 2026 foi o avanço no uso de drones no campo. Durante a feira, realizada em Ribeirão Preto (SP), foram apresentados modelos com diferentes configurações e aplicações, refletindo a evolução do mercado.

O segmento de drones agrícolas atravessa um momento de maturidade técnica e expansão operacional, impulsionado pela busca por eficiência diante da escassez de mão de obra. A projeção é que o mercado global de drones de pulverização alcance US$ 6 bilhões até 2030, com crescimento médio anual próximo de 30%. No Brasil, os registros de aeronaves não tripuladas na ANAC já ultrapassam 133 mil, com o uso agrícola apresentando crescimento acelerado nos últimos anos.

Drone com o maior tanque do Brasil

Nesse contexto, o Grupo Timber lançou a unidade Timber Agriculture With Ceres Air, com três modelos, AT150, AT70 e AT25, voltados a diferentes escalas de operação. O AT150 se destaca pela capacidade de até 150 litros e cobertura média de até 8 hectares por voo, enquanto o AT70 atende aplicações intermediárias e o AT25 operações menores.

Os equipamentos incorporam tecnologias como sensoriamento LiDAR, sensores, radares e recursos de inteligência artificial, além de infraestrutura em nuvem e suporte técnico com rede de atendimento nacional.

A Gohobby, distribuidora oficial da DJI Agriculture no Norte do país, também apresentou soluções voltadas à agricultura de precisão, como os modelos Agras T100, T70P e T25P, além do FlyCart 100, para logística em áreas remotas, e o Dock 3, estação automatizada para operações contínuas.

Inteligência no campo

A presença dessas tecnologias reforça a integração de sistemas digitais no campo, com automação, sensoriamento e análise de dados, ampliando o controle das operações e apoiando a tomada de decisão.

Dados da pesquisa “Caminhos da Tecnologia no Agronegócio”, da SAE Brasil, indicam que 91% dos produtores utilizam GPS, 85% adotam aplicativos de gestão financeira, 76% recorrem a imagens de satélite e ferramentas agronômicas, e 70% já utilizam práticas de agricultura de precisão.

O uso de drones aparece em 61% das propriedades, com aplicações que incluem monitoramento, pulverização localizada e identificação de falhas e pragas.

Na prática, máquinas agrícolas operam com sistemas embarcados que monitoram parâmetros operacionais e geram dados em tempo real, permitindo ajustes ao longo da safra. Paralelamente, plataformas digitais integram informações sobre produtividade, custos e manutenção, oferecendo uma visão mais ampla da gestão da propriedade e reduzindo a dependência de controles manuais.

Apesar do crescimento vigoroso, o mercado enfrenta o desafio de suprir a demanda por mão de obra qualificada. A necessidade de pilotos e instrutores certificados é o atual gargalo, visto que a operação de drones de grande porte (como os de 170 kg de peso máximo de decolagem).

Portanto, a consolidação definitiva do setor em 2026 depende agora da harmonização final entre as legislações vigentes e a capacidade de formação profissional nas bases agrícolas.

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