Escolha o carregador antes de comprar o elétrico

Escolha o carregador antes de comprar o elétrico

Com a rápida expansão da mobilidade elétrica no Brasil, cresce a demanda por informações técnicas sobre a infraestrutura de recarga, ainda um dos principais pontos de dúvida para novos usuários de veículos eletrificados plug-in.

Levantamento da GreenV, empresa especializada em soluções de recarga, indica que a escolha do carregador adequado depende de fatores como potência, tipo de corrente (AC ou DC), padrão de conexão, infraestrutura disponível e perfil de uso.

Na prática, a maior parte dos consumidores inicia a jornada com carregadores domésticos em corrente alternada (AC), geralmente entre 3,6 kW e 7,4 kW, suficientes para rotinas residenciais. Esses equipamentos utilizam a rede elétrica convencional e têm sua potência limitada pelo carregador interno do veículo.

Carregadores mais “parrudos”

Já os carregadores em corrente contínua (DC), que realizam a conversão de energia fora do veículo, permitem recargas rápidas e ultrarrápidas e são mais comuns em rodovias e pontos públicos. No entanto, menos de 10% da frota eletrificada no país é compatível com potências acima de 70 kW, o que restringe o aproveitamento pleno dessa infraestrutura.

“A tendência é de crescimento da demanda por soluções mais eficientes e adaptadas ao uso real do consumidor, com foco em segurança e confiabilidade da recarga”, afirma Marcos Nogueira, COO da GreenV.

Uso define tecnologia

Logo, o tipo de aplicação segue como principal critério técnico. Carregadores portáteis (AC) funcionam como solução emergencial ou para viagens, com menor potência e maior dependência da rede elétrica local.

Já, os modelos wallbox, por sua vez, concentram a maior parte das instalações no país. Com potência entre 7,4 kW e 22 kW, são voltados ao uso contínuo e podem incorporar funções como monitoramento remoto, gestão de energia e integração com sistemas residenciais ou corporativos.

No ambiente público, predominam equipamentos DC a partir de 30 kW, instalados em rodovias, centros comerciais e hubs urbanos, com foco em redução do tempo de recarga.

Padrões e instalação ainda são barreiras

O mercado brasileiro converge para o uso do conector Tipo 2 em corrente alternada e do padrão CCS2 em corrente contínua, alinhados às práticas internacionais, embora ainda sem padronização formal.

Além da escolha do equipamento, a instalação segue como etapa crítica. Fatores como capacidade da rede elétrica, distância até o ponto de recarga, necessidade de aterramento e adequação de disjuntores impactam diretamente a segurança e o desempenho do sistema. O investimento médio em instalações residenciais gira em torno de R$ 4 mil, variando conforme a complexidade da infraestrutura.

“Não se trata apenas de adquirir o equipamento, mas de garantir uma solução completa e compatível com o veículo e o ambiente de uso”, afirma Júnior Miranda, CEO da GreenV.

Mercado avança, mas infraestrutura ainda limita expansão

A digitalização da recarga, com sistemas de monitoramento remoto, gestão por aplicativo e integração com energia solar, tem impulsionado o setor. Em condomínios, a necessidade de medição individual de consumo acelera a adoção de plataformas de gestão.

Apesar dos avanços, o país ainda enfrenta desafios na expansão de carregadores rápidos e ultrarrápidos, principalmente por limitações da rede elétrica e menor atratividade para investimentos de alta potência.

Nesse cenário, a escolha adequada do carregador e a instalação profissional tornam-se fatores centrais para viabilizar o uso cotidiano dos veículos eletrificados e sustentar o crescimento da mobilidade elétrica no Brasil.

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