Quem vence o labirinto? Mouse autônomo da FEI chega mais rápido

Quem vence o labirinto? Mouse autônomo da FEI chega mais rápido

Um robô de aproximadamente 10 centímetros, projetado por estudantes da Engenharia de Robôs da FEI, um Mouse autônomo, navega de forma inteligente em labirintos. Chamado de Micromouse, o projeto integra uma competição que desafia equipes universitárias do mundo a desenvolverem pequenos robôs capazes de mapear e resolver labirintos.

O diferencial da história é que no projeto da FEI, toda essa lógica acontece dentro do próprio robô, sem apoio de computadores externos. Ou seja, exige que o sistema funcione de forma autônoma de ponta a ponta, o que inclui leitura de sensores, tomada de decisão e controle de movimento.

Quem vence o labirinto?

Segundo o professor orientador Fagner Pimentel, do curso de Engenharia de Robôs da FEI, a maior dificuldade foi fazer esse processo acontecer dentro das restrições de hardware. Ele explica que não foi possível utilizar ferramentas robustas como o ROS2, que é um conjunto de bibliotecas avançadas usado para desenvolver sistemas robóticos, o que levou a equipe a programar tudo em MicroPython, uma linguagem feita para microcontroladores.

O maior desafio técnico foi lidar com limitações físicas do tamanho do robô e manter leituras de sensores estáveis. Vibrações mecânicas criadas pelos motores, por exemplo, podiam comprometer a precisão, e não havia espaço para sistemas de amortecimento.

Mouse autônomo da FEI é modular

Pimental explica que a estrutura modular, que permite substituir peças, componentes e parte da programação com facilidade, foi academicamente oportuna, pois os estudantes puderam compreender partes específicas do sistema e testar novas soluções ao longo dos anos, em vez de trabalhar com uma plataforma fechada.

O projeto reuniu conhecimentos de várias disciplinas do curso. A parte mecânica utilizou conteúdos de dinâmica, transmissão de potência e elementos de máquinas. A eletrônica dependeu da integração entre sensores, motores e processadores. Já a navegação recorreu aos conceitos de planejamento de trajetória e interpretação sensorial estudados em navegação de robôs móveis e robótica probabilística. Para a equipe, ver o robô operando em um cenário real reforçou a importância da prática na consolidação da teoria.

Com as futuras melhorias, além de atuar nas competições, o conceito poderá ser adaptado para inspeções e mapeamento de ambientes extremos. Entre eles cavernas ou locais de difícil acesso, e até futuras aplicações de resgate.

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