A Embraer anunciou que vai acelerar os estudos para que suas aeronaves possam voar com combustível de aviação sustentável (SAF, na sigla em inglês) de origem renovável, sem mistura com combustíveis fósseis.
O avanço tem relação com a aquisição de um lote de SAF pela companhia no Brasil. A amostra vai intensificar os testes sobre a reação de diferentes materiais dos aviões em contato com o biocombustível.
Embraer investe em combustível sustentável
“O acesso ao SAF no Brasil garante maior dinamismo na condução dos testes, realizados na sede da Embraer. Com mais esta ação, ficamos mais próximos da meta de ter nossas aeronaves aptas a operar com combustível 100% SAF até 2030”, afirma o Global Head de ESG na Embraer, André Tachard.
Apesar do grande potencial para a produção de SAF, o Brasil ainda não conta com o produto em larga escala. Por essa razão, os estudos da Embraer a respeito vinham sendo realizados apenas por meio de laboratórios.
Além dos custos e dos processos administrativos envolvidos, havia outra dificuldade: a venda do SAF somente em grandes volumes, desproporcionais às necessidades laboratoriais.
Como funciona o teste da Embraer e do combustível sustentável?
Com a primeira aquisição desse lote, a Embraer está testando a compatibilidade do SAF inteiramente de origem renovável com materiais não metálicos.
O objetivo é observar o comportamento deles, quando em contato direto com o biocombustível, de maneira persistente, considerando especificidades dos tanques de asa nos jatos comerciais, executivos e militares.
O biocombustível que está em teste na Embraer foi importado da Bélgica e está disponível na base localizada no aeroporto Tom Jobim (GIG), no Rio de Janeiro.
Quanto que o combustível sustentável contribui com a menor emissão?
O SAF tem potencial para reduzir as emissões de carbono na indústria aeroespacial em até 80% em comparação ao combustível tradicional.
Atualmente, todas as aeronaves da Embraer estão aptas a operar com uma mistura de até 50% desse combustível. Nos últimos anos, a companhia avançou nos estudos para que seus aviões possam voar com 100% de SAF, visando à meta de 2030.





