Os carros voadores, ou eVTOLs (aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical), estão cada vez mais próximos de se tornarem realidade. O lançamento mais recente vem da parceria entre a Suzuki e a start-up japonesa SkyDrive.
Durante voos de demonstração em Osaka (Japão), por exemplo, a aeronave elétrica sobrevoou o mar por alguns minutos e retornou à base, comprovando seu potencial como alternativa de mobilidade aérea urbana.
Entre os passageiros estavam autoridades como o governador de Osaka, representantes da Agência Aeroespacial Japonesa (JAXA) e membros responsáveis pela regulamentação de drones e aeronaves não tripuladas. A Suzuki será responsável pela fabricação dos eVTOLs da SkyDrive, cuja produção começou em março de 2025.
eVTOLs da Suzuki avançam como “carros voadores”
Embora ainda não tenha revelado quantas unidades foram produzidas, a SkyDrive busca ampliar parcerias com empresas internacionais e com o Metro de Osaka, ou seja, integrando os táxis aéreos à rede de transporte público.
Brasil na liderança com a Eve Air Mobility
A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, lidera o mercado global de eVTOLs, com cerca de 2.850 pedidos firmados. Outras fabricantes também se destacam, como a Vertical Aerospace (Reino Unido), com aproximadamente 1.425 encomendas, e a EHang (China), que já realizou voos comerciais de demonstração.
No Brasil, a ANAC prevê a certificação do eVTOL da Eve para 2027, embora existam esforços para antecipar esse prazo para 2026.
As projeções indicam crescimento acelerado para o setor. Um estudo da Rolls-Royce e da consultoria Roland Berger estima que, até 2050, o mundo terá cerca de 161 mil eVTOLs em operação. A maioria estará na Ásia-Pacífico (51%), seguida pelas Américas (33%) e pela Europa (11%).
eVTOLs deixam de ser ficção científica
A mobilidade trata os carros voadores elétricos como peça central, mais do que uma promessa futurista, e aposta no potencial deles para integrar outros modais.
A corrida pela certificação e pela viabilidade comercial deve definir quais países e fabricantes sairão na frente nessa nova indústria bilionária.






