Em meio às discussões da transição energética e com a proximidade da COP30, SP Boat Show, tornou-se palco para navegação de barco a hidrogênio.
Entre os destaques, a maquete da Explorer H1, primeira embarcação brasileira movida a hidrogênio, que terá estreia oficial em novembro, na conferência em Belém (PA).
Boat Show teve barco a hidrogênio que vai a COP30
O evento também exibiu, de forma inédita, um vídeo em 3D da Explorer H2, barco sem emissões que funcionará como laboratório flutuante para pesquisa dos biomas brasileiros e geração própria de hidrogênio.
Idealizado pelo Grupo Náutica em parceria com o Itaipu Parquetec, referência nacional na produção de hidrogênio verde (H₂V), o projeto conta ainda com o apoio de empresas como a GWM Hydrogen/FTXT.
Com investimento previsto de R$ 150 milhões, a iniciativa busca posicionar o Brasil na vanguarda da economia do mar sustentável.
“Esse projeto nasce para mostrar ao mundo a capacidade do nosso país em gerar soluções de impacto global. Estamos construindo um caminho que une ciência, sustentabilidade e inovação para transformar a mobilidade náutica”, afirma Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica e da JAQ.
O São Paulo Expo, sede do evento, também abre espaço para o diálogo entre autoridades e representantes dos setores naval, energético e ambiental sobre os rumos da transição energética no Brasil.
As fases do projeto JAQ Hidrogênio Verde
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Fase 1 – Explorer H1: embarcação de 36 metros destinada a exposições, com áreas internas alimentadas por hidrogênio verde sem emissão de carbono.
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Fase 2 – Explorer H1 híbrida: versão adaptada para motores a hidrogênio e óleo diesel, capaz de reduzir até 80% das emissões de CO₂. O barco, em construção no estaleiro Inace (Fortaleza-CE), já está 80% concluído, iniciou testes no mar e será apresentado na COP30. Toda a hotelaria — energia elétrica para climatização, iluminação e eletrônicos — funcionará exclusivamente com hidrogênio.
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Fase 3 – Explorer H2 (2027): embarcação de 50 metros que gerará o próprio hidrogênio a partir da água do mar, operando de forma totalmente autossustentável e livre de carbono.
Em construção no Estaleiro do Arpoador (Guarujá-SP), apoiará operações de mergulho, além de pesquisas hidrográficas e oceanográficas.





