A usinas solares chegaram a 20 GW e com R$ 87,7 bilhões de investimento, mas associações e entidades apontam para um futuro incerto. Para a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) é importante celebrar, desde 2012, R$ 87,7 bilhões em novos investimentos.
No entanto, a associação alerta que: as usinas solares centralizadas têm enfrentado grandes desafios como os cortes de geração renovável sem o devido ressarcimento.
Para a entidade, os cortes acendem um alerta para a necessidade de modernizar o planejamento e acelerar os investimentos na infraestrutura do setor elétrico, sobretudo em linhas de transmissão e novas formas de armazenar a energia limpa e renovável, gerada em abundância no País.
Como é dividida a energia solar?
As usinas solares de grande porte operam em todos os estados brasileiros. A liderança, em termos de potência instalada, está no Nordeste, com 52% de representatividade. O Sudeste tem 46,8%, Sul, o Centro-Oeste (incluindo o DF) 0,5% e o Norte, 0,26%.
O CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, explica: “Ao combinar a geração fotovoltaica com baterias, o País terá ganhos importantes no suprimento e na segurança de operação dos sistemas elétrico, bem como pode avançar significativamente no cumprimento dos compromissos ambientais assumidos internacionalmente”.
Para Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, o crescimento da energia solar é tendência mundial e colabora para o processo de descarbonização das economias, sobretudo no atendimento às novas demandas de datacenters, inteligência artificial, mobilidade elétrica e hidrogênio verde.
“O Brasil possui um dos melhores recursos solares do planeta, o que abre uma enorme possibilidade para se tornar um verdadeiro hub global de energia limpa para o avanço das novas tecnologias da sociedade moderna”, diz Koloszuk.





