Produzir sem desmatar, sem queimar e com retorno financeiro de longo prazo. Essa é a base do cultivo sustentável da palma desenvolvido por agricultores familiares na Amazônia, no Pará, com a palma. A iniciativa conta com financiamento do Banco da Amazônia, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), e é operacionalizada pela Belém Bioenergia, empresa especializada na produção de óleo de palma.
Palma amplia a bioenergia e protege a floresta
Atualmente, o projeto está presente em oito municípios e já beneficia cerca de 58 comunidades localizadas entre Tailândia e Tomé-Açu (PA). O modelo de negócio alia proteção do solo, respeito às áreas de preservação ambiental e estabilidade econômica para as famílias envolvidas, como explica o coordenador da Belém Bioenergia, Marcos Ramos.
“A sustentabilidade da cadeia produtiva da palma, no contexto da agricultura familiar, está diretamente ligada à proteção do solo. Essa cultura permite gerar rentabilidade para o produtor por pelo menos 25 anos, sem necessidade de desmatamento, abertura de roça ou uso do fogo. A Belém Bioenergia entra de forma estratégica nesse cenário, com um futuro muito promissor para essas famílias”, afirma Ramos.
Banco da Amazônia viabiliza a atividade
Segundo ele, a cadeia produtiva segue princípios sustentáveis alinhados aos valores do Banco da Amazônia, instituição considerada fundamental para a viabilização da atividade na região. O apoio ocorre por meio das linhas de crédito do PRONAF, que possibilitam o uso produtivo de áreas já degradadas, mantendo a floresta em pé.
“O Banco da Amazônia é o principal ator nesse processo, com a Belém Bioenergia. Por meio do PRONAF, o banco abre caminho para o desenvolvimento dessas famílias, promovendo o uso sustentável do solo em parceria com a preservação ambiental”, destaca o coordenador.
Conforme a Belém Bioenergia, as plantações de palma somam atualmente 41 mil hectares e geram cerca de 1.900 postos de trabalho no campo.
Desenvolvimento sustentável
Marcos Ramos ressalta que o financiamento do Banco da Amazônia garante condições acessíveis para o desenvolvimento das famílias rurais, com juros subsidiados e sem a necessidade de desembolso inicial por parte do produtor. Com esse suporte, foi possível investir em máquinas, caminhões e insumos para a atividade agrícola.
A expectativa, segundo ele, é de expansão do projeto e ampliação do número de famílias atendidas na região.
“A grandeza desse projeto está em alcançar e fomentar todas as comunidades onde atuamos. No dia a dia, por meio da assistência técnica, conseguimos enxergar claramente o impacto positivo e a relevância desse financiamento do Banco da Amazônia para essas famílias”, avalia.
O óleo de palma produzido pelos agricultores familiares no Pará é destinado à exportação, com mercados na Ásia e na Europa.
Apoio via PRONAF
A agricultura familiar é apoiada pelo Banco da Amazônia por meio do PRONAF, programa voltado à ampliação, diversificação e fortalecimento da produção e da comercialização no meio rural. Entre julho e setembro deste ano, o banco avançou na execução do Plano Safra 2025/2026, com R$ 496,1 milhões contratados no segmento Varejo/PRONAF, distribuídos em 13.917 operações.
Os dados constam no Relatório da Administração 9M2025, que consolida os resultados dos nove primeiros meses do ano. O documento aponta que a ampliação do crédito contribuiu para o aumento da renda e a manutenção das atividades produtivas em comunidades rurais.
O presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa, afirma que os investimentos destinados aos agricultores familiares devem crescer nos próximos anos, reforçando a prioridade dada aos produtores de pequeno porte.
“Estamos em um ciclo consistente de crescimento na alocação de recursos, e isso vai continuar. Esse é um princípio do banco: os pequenos produtores são prioridades”, afirma.
Conforme o relatório, até setembro de 2025, as operações do PRONAF totalizaram R$ 1,7 bilhão em contratações, beneficiando 24,1 mil clientes.





