Setor solar da América Latina formaliza aliança

Setor solar da América Latina formaliza aliança

As principais entidades do setor solar da América Latina formalizaram uma Aliança Regional pela Energia Solar e pelas Energias Renováveis. A ideia é fortalecer a cooperação técnica, acadêmica e institucional em um cenário de crescente por energia limpa e maior pressão regulatória.

Quem integra a Aliança Regional pela Energia Solar?

  • Associação Nacional de Energia Solar (ANES), do México;
  • Associação Argentina de Energias Renováveis e Ambiente (ASADES);
  • Associação Brasileira de Energia Solar (ABENS);
  • Associação Peruana de Energia Solar (APES).

A iniciativa também tem respaldo institucional da International Solar Energy Society (ISES) e da Asociación Española para el Desarrollo de la Energía Solar (AEDES), ampliando o alcance técnico e científico da cooperação.

Agenda técnica e integração solar

Segundo as entidades, o convênio estabelece uma agenda voltada à pesquisa aplicada, intercâmbio de conhecimento, formação de jovens profissionais e organização conjunta de congressos e seminários. O foco inclui energia solar fotovoltaica e térmica, além de outras tecnologias renováveis estratégicas para a transição energética e a eficiência energética.

A formalização ocorre em um momento de expansão consistente da capacidade solar na América Latina. O Brasil consolidou-se como um dos maiores mercados fotovoltaicos do mundo, com avanço simultâneo na geração distribuída e em usinas de grande porte.

Já o México mantém parque solar relevante, apesar de enfrentar ajustes regulatórios recentes. Por outro lado, Argentina e Peru avançaram principalmente por meio de leilões e contratos bilaterais.

Padronização, armazenamento e modernização de redes

A aliança pretende gerar sinergias técnicas e acadêmicas, harmonizar critérios de formação profissional e promover padrões comuns de pesquisa e desenvolvimento. O intercâmbio de experiências regulatórias e modelos de negócios será um dos eixos centrais, especialmente diante dos desafios associados à integração de renováveis variáveis, expansão do armazenamento de energia e modernização das redes elétricas.

Por fim, ao estruturar um bloco de cooperação técnica, as associações buscam posicionar a América Latina como polo articulado em energia solar. Ou seja, com maior capacidade de incidência em fóruns internacionais e de atração de investimentos, conhecimento e inovação para acelerar a descarbonização do setor elétrico regional.

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