ONS prevê estabilidade nos reservatórios e leve crescimento da demanda elétrica. O apontamento é do boletim do Programa Mensal da Operação (PMO) correspondente à semana operativa entre 4 e 10 de outubro de 2025.
O documento prevê estabilidade nos níveis dos reservatórios em todos os subsistemas do país. A região Sul tem a melhor previsão de Energia Armazenada (EAR), e deve chegar ao final do mês com 87,4%.
O Norte vem em seguida, com 68,4%, enquanto o Nordeste deverá fechar o mês com 49,2% e o Sudeste/Centro-Oeste, com 46,4%.
“Estamos acompanhando, em tempo real, os cenários dos reservatórios e preparados para atender plenamente a demanda da sociedade. Seguimos atentos às projeções futuras para adotar as medidas necessárias para permanecer com a continuidade da confiabilidade e da segurança do sistema”, afirma o diretor-geral do ONS, Marcio Rea.
Previsão de leve crescimento da demanda elétrica
As estimativas de Energia Natural Afluente (ENA) apontam que a região Sul apresenta a maior projeção, com previsão de 121% da Média de Longo Termo (MLT). O Norte aparece em seguida, com 58% da MLT. Nos demais, as expectativas de afluência são as seguintes: 52% da MLT para o Sudeste/Centro-Oeste e 37% da MLT para o Nordeste.
Os cenários prospectivos para a demanda de carga indicam recuo no Nordeste, com desaceleração de 1,2% (13.529 MWmed). Nos demais subsistemas, as projeções apontam crescimento: 6,5% no Norte (8.814 MWmed), 0,6% no Sul (13.575 MWmed) e 0,3% no Sudeste/Centro-Oeste (46.401 MWmed).
Para o Sistema Interligado Nacional (SIN), a expectativa é de uma leve aceleração de 0,7%, alcançando 82.318 MWmed.
O Custo Marginal de Operação (CMO) para a próxima semana operativa está com o mesmo valor em três dos subsistemas, R$ 302,19/MWh, exceto no Nordeste, que deverá registrar R$ 181,13/MWh.
Conclusão: As projeções do ONS indicam um cenário de equilíbrio hidrológico e operação segura do sistema elétrico brasileiro no curto prazo.
Com níveis de reservatórios estáveis e custos operacionais controlados, o órgão reforça a confiabilidade do fornecimento de energia, mesmo diante de variações regionais na demanda e nas afluências.






