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Tecnologia

Navegantes tem carregadores de celular por indução nas poltronas

O grupo implementará a tecnologia em outros aeroportos.
O grupo implementará a tecnologia em outros aeroportos.

Carregar o celular na espera do voo deixou de ser um desafio para quem passa pelo Aeroporto Internacional de Navegantes, em Santa Catarina. O terminal é o primeiro da Motiva a testar carregamento por indução nos braços das longarinas dos assentos nas salas de embarque. Um colaborador do aeroporto de Navegantes criou a novidade, que promete transformar a experiência dos passageiros.

A ideia surgiu de forma despretensiosa, mas cheia de propósito. “Eu estava voltando de uma viagem e meu celular estava com menos de 5% de bateria. O aeroporto estava lotado, todas as tomadas estavam ocupadas. Quando me sentei e olhei para o braço da longarina, pensei: ‘poderia ter um carregador aqui”, relembra Douglas Nardelli, analista de aeroportos e criador do projeto.

Carregador por indução deve chegar a outros aeroportos

A equipe desenvolveu o sistema de forma colaborativa, adotando uma solução simples e segura: instalou um módulo de carregamento no braço da longarina, com toda a fiação protegida e acabamento discreto. O usuário precisa apenas encostar o celular sobre o ponto indicado para que a bateria comece a recarregar, sem necessidade de cabos.

Para os passageiros, a novidade já faz diferença. “Muito prático. Não precisei ficar procurando tomadas nem me preocupar em esquecer cabos. Enquanto esperava meu voo, consegui carregar o celular”, contou Pedro Batista, advogado, que estava a caminho do Rio de Janeiro.

O projeto, atualmente, está em fase piloto, mas já conta com planos de expansão. O grupo implementará a tecnologia em outros aeroportos.

Como funciona um carregamento por indução?

O carregamento por indução sem fio funciona por meio de um campo magnético gerado por uma bobina dentro da base carregadora. Quando ela é ligada à tomada, cria um campo magnético que atravessa o ar e é captado por outra bobina dentro do aparelho, como um iPhone ou um carro elétrico, transformando esse campo novamente em energia elétrica para recarregar a bateria.

A principal vantagem é a praticidade, já que elimina cabos, reduz desgaste de conectores e facilita o uso em garagens ou mesas. Por outro lado, a eficiência costuma ser um pouco menor do que no carregamento por fio, há pequena perda de energia em forma de calor e o custo do sistema ainda é mais elevado, especialmente no caso de veículos.

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Redação

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Formado em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas e pós-graduado em Globalização e Cultura pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Iniciou a carreira em 1997, na rádio Trianon-AM. Como repórter, atuou nas redações do WebMotors e d’O Estado de S. Paulo. Foi assessor de imprensa da Yamaha Motor e Mitsubishi Motor. Em agências, fez atendimento à imprensa para empresas como: Jeep, Goodyear, Marfrig Global Foods, SulAmérica e Messer Gases. Sempre apaixonado por transição energética e mobilidade, criou o Eletric Day, blog especializado em notícias do segmento de energia.

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