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Tecnologia

IBM e NASA lançam IA de código aberto para missões na Lua

Terra é fotografada pela visão da LUA
Crédito: NASA

A IBM e a NASA anunciaram o lançamento do NASA-IBM Lunar Foundation Model. Um modelo de inteligência artificial de código aberto focado na exploração científica da Lua. A tecnologia processa um amplo conjunto de dados de observação para ajudar cientistas a estabelecer uma presença humana sustentável no satélite. A iniciativa visa acelerar a identificação de recursos estratégicos para o desenvolvimento da infraestrutura de logística espacial, incluindo a produção local de combustível.

A superfície da Lua acumula crateras, depósitos de gelo e marcas de atividades vulcânicas antigas. Durante décadas, sensores espaciais monitoraram a região e geraram petabytes de informações. Contudo, os pesquisadores ainda dependiam da interpretação manual de mapas ou de softwares limitados a tarefas específicas. O novo modelo unifica essas fontes de dados complexas e reduz gargalos computacionais, permitindo a análise precisa do terreno em menos tempo.

Além do modelo, as instituições disponibilizaram um conjunto de dados unificado com mais de 30 camadas espacialmente alinhadas. O dataset reúne informações de nove instrumentos distribuídos entre quatro missões da NASA e da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA). Dessa forma, a comunidade científica global passa a contar com um acervo multimodal e integrado da superfície e do subsolo lunar.

Mapeamento de recursos e infraestrutura para exploração sustentável

A localização de depósitos de gelo em regiões permanentemente sombreadas representa um dos pontos centrais da ferramenta. O gelo lunar indica a presença de água e oxigênio, insumos vitais para futuras bases permanentes e essenciais para a síntese de combustível em missões com destino a Marte. Nos testes iniciais, o modelo reduziu em até 22% o erro na identificação de áreas com potencial de gelo quando comparado a soluções tradicionais do mercado.

A plataforma também melhora a detecção de crateras e formações vulcânicas em escala métrica. Esse nível de detalhamento apoia as equipes na seleção de locais seguros para o pouso de aeronaves e na previsão de riscos geológicos. Consequentemente, o planejamento de rotas de transporte, instalação de módulos operacionais e montagem de redes de energia na superfície ganham maior previsibilidade técnica.

Redação

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Formado em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas e pós-graduado em Globalização e Cultura pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Iniciou a carreira em 1997, na rádio Trianon-AM. Como repórter, atuou nas redações do WebMotors e d’O Estado de S. Paulo. Foi assessor de imprensa da Yamaha Motor e Mitsubishi Motor. Em agências, fez atendimento à imprensa para empresas como: Jeep, Goodyear, Marfrig Global Foods, SulAmérica e Messer Gases. Sempre apaixonado por transição energética e mobilidade, criou o Eletric Day, blog especializado em notícias do segmento de energia.

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