O Governo Federal lançou o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), iniciativa que pretende transformar a biodiversidade brasileira em um dos pilares do desenvolvimento econômico do país até 2035. Instituído dentro da Estratégia Nacional de Bioeconomia, criada pelo Decreto nº 12.044/2024, o plano busca estimular geração de renda, inclusão social e preservação ambiental, utilizando a megabiodiversidade brasileira como vetor de inovação e combate à crise climática.
O PNDBio reúne 21 metas, oito missões estratégicas e 185 ações distribuídas em três eixos: sociobioeconomia e ativos ambientais, bioindustrialização competitiva e produção sustentável de biomassa. Entre as principais metas estão o apoio a 6 mil negócios comunitários ligados à sociobioeconomia até 2030, a recuperação de 2,3 milhões de hectares de vegetação nativa integrada às cadeias produtivas da bioeconomia e a ampliação do pagamento por serviços ambientais a 300 mil beneficiários, incluindo povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares.
Governo lança estratégia para impulsionar bioeconomia e biocombustíveis no Brasil
Na área industrial, o plano prevê ampliar a participação de fitoterápicos produzidos no Brasil no mercado farmacêutico nacional, além de aumentar o uso de matérias-primas renováveis na indústria química. Outro foco está na expansão da produção sustentável de biomassa e biocombustíveis, com meta de elevar em 70% a produção nacional até 2035 e recuperar 12,5 milhões de hectares de áreas degradadas para atividades ligadas à bioindústria.
O anúncio do plano veio acompanhado da liberação de R$ 350 milhões do Fundo Amazônia para projetos de sociobioeconomia e inovação na Amazônia Legal. Os recursos serão destinados a iniciativas como o Coopera+ Amazônia, o programa Cooperar com a Floresta, no Acre, e o Desafios da Amazônia.
Segundo o governo, o PNDBio também incorpora mecanismos de monitoramento, rastreabilidade e segurança jurídica, além de estratégias de financiamento e integração com o sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação, buscando consolidar a bioeconomia como um novo eixo de desenvolvimento sustentável para o país.
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