Feira sobre ônibus destaca mobilidade limpa

Na semana passada, ocorreu em São Paulo a Lat.Bus 2026, a maior feira de transporte coletivo por ônibus das Américas. No espaço, estiveram reunidos fabricantes de chassis, carrocerias e fornecedores de tecnologia.

A BYD lançou na feira o BC12HF, seu primeiro chassi elétrico voltado a ônibus de piso alto, movimento que amplia a atuação da marca para o transporte urbano de piso alto e o mercado de fretamento corporativo.

Já a Volkswagen Caminhões e Ônibus escolheu a feira para apresentar oficialmente os novos chassis elétricos e-Volksbus 22H e e-Volksbus 18H, ambos sobre plataforma de piso alto. O 22H é voltado a aplicações urbanas, enquanto o 18H atende ao segmento de fretamento, com vendas liberadas imediatamente após a apresentação.

Scania e Mercedes-Benz também mostraram novidades

A Scania também levou um novo ônibus elétrico, com trem de força otimizado e maior rendimento de baterias, somando-se ao portfólio já consolidado de modelos a biometano e GNV da marca.

A Mercedes-Benz levou um portfólio que combina chassis a diesel de alta eficiência com opções elétricas, além de soluções de telemetria e conectividade voltadas à gestão de frotas.

O momento da feira também é marcado pela entrega, em junho, de 500 novos ônibus elétricos para o sistema de transporte coletivo de São Paulo, um dos maiores movimentos recentes de eletrificação do transporte público urbano no país. A expansão da frota elétrica pode estimular a indústria nacional, já que o segmento envolve carrocerias, chassis, baterias, motores elétricos, sistemas de tração, carregadores, softwares, telemetria e serviços de manutenção.

BorgWarner leva portfólio para veículos elétricos

Durante a Lat.Bus 2026, a BorgWarner apresentou tecnologias voltadas aos diferentes sistemas de propulsão utilizados no transporte coletivo, com soluções para veículos elétricos, híbridos e a combustão.

“A BorgWarner possui um portfólio preparado para atender à diversidade de tecnologias presentes atualmente no transporte coletivo. Nossa proposta é oferecer soluções que contribuam para uma mobilidade mais eficiente e sustentável, independentemente da arquitetura de propulsão escolhida pelos fabricantes”, afirma Marcelo Rezende, diretor-geral para sistemas de baterias da BorgWarner no Brasil.

Um dos destaques é o sistema de bateria LFP (fosfato de ferro-lítio), desenvolvido em parceria com a FinDreams Battery para aplicações em veículos comerciais. A solução pode ser produzida na planta da empresa em Piracicaba (SP) conforme a demanda e utiliza células Blade de íons de lítio de última geração.

Inovações da BorgWarner estiveram presentes na feira

O sistema tem arquitetura flexível e conta com vida útil superior a 6.000 ciclos, profundidade de descarga de até 98,5%, monitoramento contínuo de tensão e temperatura, resfriamento líquido, carregamento rápido e operação sem necessidade de manutenção, além de sistemas certificados de segurança estrutural, funcional e cibernética.

A empresa também exibiu o sistema de bateria NMC (níquel, manganês e cobalto) 9 AKM, produzido em Piracicaba e aplicado aos ônibus elétricos Mercedes-Benz eO500U em operação no Brasil. Cada bateria tem capacidade de armazenamento de 98 kWh, o que soma 392 kWh em um ônibus equipado com quatro unidades e proporciona autonomia de até 280 quilômetros, conforme as condições de operação. O sistema tem vida útil de até 4.000 ciclos e três níveis de segurança, que abrangem célula, módulo e sistema.

Entre as soluções de gerenciamento térmico, a BorgWarner leva à feira o High Voltage Coolant Heater (HVCH), aquecedor de líquido refrigerante que mantém baterias e demais componentes em temperaturas ideais de funcionamento, favorecendo carregamento, autonomia e vida útil dos veículos eletrificados.

Abrimos uma bateria de ônibus elétrico: veja como ela é por dentro
Veja a linha de produção e de montagem de baterias da BorgWarner em Piracicaba (SP)

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