O Exército Brasileiro ativou em Brasília o primeiro eletroposto dedicado à frota, integrado a uma usina solar fotovoltaica e a um sistema de armazenamento. A estrutura está no Quartel-General do Exército, situado no Setor Militar Urbano. A iniciativa é uma parceria com a Itaipu Binacional e a Fundação Parque Tecnológico Itaipu para fomentar a transição energética.
A infraestrutura conta com 360 módulos fotovoltaicos, seis inversores e potência total de 90 quilowatts, além de 12 baterias de sódio que garantem capacidade de armazenamento de 282 quilowatts-hora.
Esse sistema fornece energia para parte das instalações do complexo e alimenta o novo eletroposto, capaz de recarregar dois veículos simultaneamente. Como parte do acordo, a Itaipu cedeu em regime de comodato um automóvel elétrico Renault Fluence Z, equipado com motor de 60 quilowatts e bateria de lítio de 22 quilowatts-hora, que assegura autonomia de até 185 quilômetros. O monitoramento das operações ocorre por meio da plataforma Mob-i, que rastreia dados de desempenho, localização e o volume de emissões de dióxido de carbono evitadas.
Eficiência energética e resiliência operacional
O sistema híbrido utiliza a geração solar e o armazenamento estacionário para reduzir a demanda da rede elétrica convencional. Em caso de falhas no suprimento externo, as baterias assumem o fornecimento para manter as cargas essenciais em funcionamento. O Ministério de Minas e Energia estimou inicialmente uma redução de dez por cento no consumo mensal de eletricidade do complexo, gerando economia financeira de R$ 30 mil por mês, montante que pode alcançar R$ 60 mil mensais durante os horários de pico.
O projeto também testa a viabilidade dessas tecnologias em regiões isoladas do país, avaliando futuras aplicações em unidades como o Pelotão Especial de Fronteira de Tunuí Cachoeira, no Amazonas.
A usina fotovoltaica do Quartel-General do Exército gera 3,5 gigawatts-hora por ano e proporciona uma redução de 40% nos custos de energia, configurando a maior usina fotovoltaica urbana de todo o Distrito Federal. Outras vinte e cinco usinas fotovoltaicas da Força abastecem organizações militares pelo país e geram, em conjunto, sete gigawatts-hora por ano, enquanto mais trinta usinas estão em fase de implantação.
Desafios para a eletrificação da frota militar
A instituição gerencia uma frota superior a vinte e sete mil veículos, abrangendo desde unidades blindadas até carros administrativos. A adoção de modelos eletrificados concentra-se inicialmente em atividades administrativas e percursos urbanos de curta distância.
Quatro Pelotões Especiais de Fronteira em regiões inóspitas já contam com apoio de estruturas de energia solar, medida que reduz o consumo de diesel e amplia a operacionalidade dessas unidades.
O projeto-piloto em Brasília serve como base técnica para medir os ganhos ambientais e operacionais antes de expandir o modelo para outras organizações militares do país. A ativação da estação de recarga materializa o compromisso da Força com a otimização de recursos e a conservação do meio ambiente.
