A Agência Atmosférica e Oceânica dos Estados Unidos emitiu um comunicado na quinta-feira. O órgão confirmou a alta probabilidade do El Niño manter intensidade forte até o primeiro trimestre de 2027.
As medições apontam índices elevados nas regiões do oceano Pacífico equatorial. A área central registrou marcas superiores a dois graus centígrados nas últimas semanas.
Especialistas apontam riscos para a geração de energia e para a infraestrutura elétrica. O calor acumulado nos oceanos altera os regimes de chuva e a operação das redes de transmissão.
Impactos climáticos e projeções globais
O serviço climático europeu registrou temperaturas recordes na superfície do planeta. Desse modo, o contexto atual intensifica os efeitos naturais do ciclo climático.
A Organização Meteorológica Mundial consolida dados de 13 centros internacionais. O órgão aponta o pico do fenômeno para dezembro e projeta a persistência até fevereiro de 2027.
Celeste Saulo destacou a liberação de calor acumulado nas camadas subsuperficiais. Portanto, o oceano aquecido alimenta diretamente as novas variações atmosféricas globais.
Efeitos regionais no território brasileiro
As alterações no sistema oceano-atmosfera provocam impactos diretos no clima do Brasil. Regiões do Sul e do Sudeste enfrentam volumes maiores de chuva e elevação térmica.
Em contrapartida, o norte do Norte e o Nordeste sofrem com a escassez de precipitações. Essa dinâmica eleva o risco de secas prolongadas e exige planejamento rigoroso dos recursos hídricos.
