Apesar dos sinais de retração na indústria, a carga de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) deve crescer 2,5% em outubro, alcançando 83.803 MW médios, segundo o boletim do Programa Mensal da Operação (PMO).
O aumento é liderado pelo subsistema Norte, com avanço de 6,5% (8.808 MWmed), seguido por Nordeste (3,3% – 14.140 MWmed), Sul (1,9% – 13.750 MWmed) e Sudeste/Centro-Oeste (1,8% – 47.105 MWmed).
Energia cresce em outubro
O desempenho contrasta com o menor dinamismo do setor industrial. O PMI da indústria caiu para 47,7 pontos em agosto, abaixo da marca de 50 que indica contração, enquanto o Índice de Confiança da Indústria (FGV) mostrou apenas estabilidade relativa em setembro.
Esse quadro ajudou a conter a demanda no Sudeste/Centro-Oeste, região onde a indústria tem maior peso.
No curto prazo, o SIN encerrou a semana de 20 a 26 de setembro com carga de 79.809 MW médios, 0,3% inferior à anterior.
A redução foi puxada pelo Sul (-4,3%), enquanto o Sudeste/Centro-Oeste ficou estável (0,1%) e Nordeste e Norte avançaram 1,1% cada.
As projeções para a Energia Natural Afluente (ENA) estão abaixo da média: Sul (95% da MLT), Sudeste/Centro-Oeste (65%), Norte (57%) e Nordeste (51%).
Tempo instável e frente fria interferiram nas projeções
Já os níveis de Energia Armazenada (EAR) devem fechar da seguinte forma:
Patamares iguais ou superiores a 50% no Sul (84,2%), Norte (67,8%) e Nordeste (50,0%).
Exceto no Sudeste/Centro-Oeste (48,0%), que concentra 70% dos reservatórios do SIN.
Conforme o diretor-geral do ONS, Marcio Rea, as chuvas permanecem próximas da média e as temperaturas entre normais e acima da média.





