A preferência dos brasileiros por veículos a combustão cresceu de 35% para 49% em 2025, segundo o Índice de Mobilidade do Consumidor (MCI), da EY. No mesmo período, o interesse por veículos eletrificados, incluindo híbridos e elétricos, caiu de 57% para 40%. Já a intenção de compra de veículos 100% elétricos permaneceu estável em 9%, enquanto a dos híbridos avançou de 17% para 18%.
O estudo mostra ainda que 39% dos consumidores adiaram ou reavaliaram a compra de um veículo elétrico devido a gargalos logísticos e tarifas associadas a tensões geopolíticas. Outros 46% mantiveram seus planos de compra, enquanto 11% desistiram da aquisição.
Entre os fatores que estimulam a compra de veículos elétricos, o aumento do preço dos combustíveis e a preocupação ambiental lideram, ambos com 38% das respostas. Em seguida aparecem maior autonomia (30%), menor custo total de propriedade (29%), melhor desempenho em relação aos modelos a combustão (28%), facilidade de manutenção (25%) e maior oferta de modelos (16%).
Infraestrutura e custos ainda freiam adoção de carros elétricos no Brasil
Por outro lado, a infraestrutura de recarga segue como o principal obstáculo à adoção da tecnologia. Entre os consumidores que não pretendem comprar um elétrico, 36% apontam a falta de estrutura em casa ou no trabalho, 33% citam a escassez de pontos públicos de recarga, 28% demonstram preocupação com a substituição da bateria e outros 28% consideram o preço do veículo elevado. Além disso, 21% acreditam que os custos de manutenção são mais altos e 17% mencionam limitações de autonomia e incertezas sobre o custo de carregamento.
A preocupação ambiental continua entre os principais motivos para a compra de veículos elétricos, mas perdeu força. O indicador caiu de 46,5% há duas edições para 38,3% no levantamento atual.
Falta de recarga e custo elevado reduzem interesse dos brasileiros por veículos elétricos
Para Ricardo Assumpção, líder de sustentabilidade da EY para a América Latina, a eletrificação envolve uma transformação industrial, energética e econômica complexa. Segundo ele, a adoção da tecnologia depende da expansão da infraestrutura, da redução dos custos e da comprovação do custo total de propriedade, especialmente em segmentos de alta utilização, como frotas corporativas, ônibus, logística urbana, mineração, portos e aeroportos.




