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Mercado

BESS demonstra que tecnologia exige capacidade técnica

Plano Verão ISA
Plano Verão ISA já usa baterias para aumentar a capacidade da segurança

A VOLTXS, empresa especializada em gestão estratégica de energia e soluções para o mercado elétrico, integrou um encontro exclusivo realizado em Salvador em outubro de 2026.

Quem promoveu o encontro foi a Huawei e a HDT Brasil de olho nos especialistas do setor elétrico. Ambas as companhias debateram a expansão do armazenamento de energia no país.

O encontro focou o amadurecimento dos sistemas Battery Energy Storage Systems no território nacional. Especialistas discutiram avanços tecnológicos, modelos de negócios e marcos regulatórios. Nesse contexto, os sistemas ganham protagonismo na transição energética brasileira.

Gabriel Passos representou a VOLTXS no painel principal do evento. Ele compartilhou a experiência da companhia na estruturação de projetos. O executivo destacou os requisitos essenciais para a consolidação desse mercado.

Segundo Passos, a oferta de tecnologia exige capacidade técnica aprofundada. Um diagnóstico inadequado compromete a viabilidade econômica do empreendimento. Portanto, os engenheiros devem avaliar a qualidade da energia e as distorções harmônicas. Essas variáveis evitam retrabalhos durante a implementação dos projetos.

Pós-venda e infraestrutura estratégica

O executivo também ressaltou a relevância do suporte técnico contínuo. A confiança do cliente depende do acompanhamento em toda a vida útil do sistema. Logo, equipes qualificadas garantem respostas rápidas para qualquer ocorrência operacional.

A participação da VOLTXS reforça tendências observadas em todo o setor elétrico. A inserção crescente de fontes renováveis exige maior flexibilidade da rede. Assim, o armazenamento assegura estabilidade e reduz custos operacionais para as empresas.

Leilões de baterias podem abrir mercado

Certames previstos para dezembro terão contratos de 15 anos e regras diferentes para conteúdo nacional. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já lista fabricantes e integradores habilitados a fornecer sistemas de armazenamento.

O Brasil prepara os primeiros leilões de grande porte voltados à contratação de sistemas de armazenamento de energia em baterias. Os certames, previstos para 2 e 4 de dezembro de 2026, podem abrir espaço para a indústria nacional em um mercado que ganha importância com a expansão das fontes renováveis e a necessidade de maior flexibilidade na operação do sistema elétrico.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) organizará as disputas em parceria com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Os leilões contratarão a disponibilidade de potência de sistemas autônomos de armazenamento, com contratos de 15 anos e início do fornecimento previsto para 1º de agosto de 2028.

A principal diferença entre os dois certames está na origem dos equipamentos. O leilão de 2 de dezembro, denominado Armazenamento Nacional, exigirá baterias fabricadas no Brasil. Já o leilão de 4 de dezembro, chamado Armazenamento Geral, não terá essa exigência específica.

A distinção coloca o conteúdo nacional no centro da disputa e cria uma oportunidade para empresas que fabricam equipamentos, integram sistemas e desenvolvem soluções de controle e gerenciamento de energia.

Quais empresas podem fornecer baterias?

O BNDES mantém uma relação de fornecedores credenciados para o mercado de sistemas de armazenamento de energia. A lista inclui empresas com diferentes atuações industriais e tecnológicas.

Entre os fabricantes aparecem BYD, Moura, Trina, SecPower e WEG. A relação também inclui empresas de engenharia e integração, como Gotion, TBEA e You.On. Para sistemas de gerenciamento de energia, o banco lista Moura e Automa.

Por que o armazenamento interessa ao setor elétrico?

As baterias podem absorver eletricidade quando há excedente de geração e disponibilizá-la em outros momentos. Essa capacidade ajuda a lidar com as variações da produção solar e eólica e amplia os recursos disponíveis para equilibrar o sistema.

No Brasil, o armazenamento também está relacionado ao desafio de aproveitar a energia renovável disponível. Quando o operador precisa limitar a produção de usinas por restrições operacionais ou excesso de oferta, as baterias podem contribuir para deslocar parte dessa energia para períodos de maior necessidade, desde que existam capacidade de conexão, potência e condições econômicas adequadas.

Os leilões de reserva de capacidade buscam contratar potência disponível para contribuir com a segurança operacional do Sistema Interligado Nacional. Nesse modelo, o objetivo não é simplesmente comprar energia produzida pelas baterias, mas contratar a disponibilidade dos sistemas conforme as condições estabelecidas nos editais.

Rodrigo Samy

Rodrigo Samy

Jornalista e assessor de imprensa com 25+ anos de experiência. Passagens por Estadão, WebMotors, Yamaha e Mitsubishi, além de atendimento a marcas como Jeep, Goodyear e SulAmérica. Fundador do Electric News, portal focado em mobilidade elétrica e transição energética.

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