O evento Storage Leaders, da ABSOLAR, debateu a crescente necessidade de flexibilidade elétrica. Outro ponto é que, até 2029, a carga mínima pode cair enquanto a rampa de demanda aumentará, exigindo soluções como o uso de baterias.
Estudos indicam que a necessidade de flexibilidade de curto prazo pode crescer entre 2 e 10 vezes até 2035. Logo, o armazenamento se torna competitivo, com potencial de reduzir custos em 48% e emissões em até 66%.
O uso de baterias também ajuda a mitigar a volatilidade do PLD e já mostrou, na prática, capacidade de evitar cortes de carga, melhorar a estabilidade do sistema e reduzir investimentos em rede, com resposta rápida e operação flexível.
Baterias têm sido cada vez mais conectadas à rede
No mundo, a capacidade instalada de baterias saltou de 1 GW em 2013 para mais de 85 GW em 2023, impulsionada pela queda de custos, hoje em torno de US$ 108/kWh. Esses sistemas têm sido cada vez mais conectados diretamente à rede, prestando serviços como regulação de frequência, controle de tensão e reserva de capacidade.
Apesar do avanço, o Brasil ainda enfrenta entraves regulatórios, como ausência de regras específicas e dificuldades de remuneração pelos serviços prestados. O leilão de capacidade de 2026 pode contratar cerca de 2 GW em baterias, mas o setor defende ajustes para viabilizar investimentos.
A ABSOLAR também aponta a necessidade de incentivos, como inclusão no REIDI e emissão de debêntures incentivadas, para consolidar o armazenamento como pilar da modernização do sistema elétrico.
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