Ar-condicionado da São Francisco que pegou fogo

Quem botou fogo na faculdade São Francisco? Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

Um incêndio atingiu, no mês passado, 26 de fevereiro, a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo São Francisco, São Paulo. Não houve registro de vítimas. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o fogo teve início por volta das 23h30 no terceiro andar do edifício.

De acordo com os bombeiros, as chamas atingiram equipamentos de ar-condicionado, o que gerou uma grande quantidade de fumaça. A SSP acrescentou que as equipes agiram rapidamente e extinguiram o incêndio.

Incêndio foi atribuído a um curto-circuito no ar-condicionado

No início da madrugada, um novo foco de incêndio foi registrado no prédio, que foi logo controlado pelo Corpo de Bombeiros. As causas da ocorrência serão apuradas por meio do trabalho pericial. Inicialmente, o incêndio foi atribuído a um curto-circuito no ar-condicionado, sem evidências até o momento de que tenha sido criminoso.

Um ar-condicionado pode pegar fogo quando ocorre falha elétrica ou superaquecimento interno, geralmente associados a problemas de instalação, manutenção ou uso inadequado.

Ar-condicionado pega fogo todo dia?

Não é toda hora que acontece um acidente. Incêndios em ar-condicionado são raros, mas geralmente têm origem elétrica. Manutenção preventiva anual e instalação conforme normas técnicas (NBR 5410, por exemplo) reduzem drasticamente o risco.

Fundada em 1827, a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo é uma das principais referências do país na formação de juristas, governadores e administradores públicos do país. Em 2002, o conjunto arquitetônico da São Francisco foi tombado como patrimônio histórico do estado de São Paulo.

O tombamento inclui o prédio atingido pelo incêndio desta semana. O mesmo edifício já abrigou a Escola Prática de Comércio e a Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo.

Quando o ar-condicionado pega fogo?

Incêndios provocados por aparelhos de ar-condicionado são raros, mas quando ocorrem, quase sempre têm origem elétrica. Especialistas apontam que o risco aumenta principalmente em equipamentos mal instalados, sem manutenção adequada ou submetidos a sobrecarga na rede.

O ar-condicionado reúne componentes que operam sob alta demanda energética como compressor, placa eletrônica e sistema de ventilação. Logo, qualquer falha nesse conjunto pode gerar superaquecimento.

Curto-circuito lidera as ocorrências

A principal causa é o curto-circuito. Fiações antigas, conexões mal feitas, cabos subdimensionados ou disjuntores incompatíveis podem provocar aumento repentino da corrente elétrica. Esse pico gera calor excessivo, capaz de iniciar combustão em materiais isolantes ou plásticos internos. Instalações improvisadas, sem aterramento adequado ou fora dos padrões técnicos da norma NBR 5410, elevam significativamente o risco.

Superaquecimento do compressor

O compressor é o “coração” do sistema e trabalha sob pressão constante. Quando há acúmulo de sujeira, obstrução de ventilação ou falha mecânica, o equipamento pode operar acima da temperatura recomendada.

Placas eletrônicas e falhas internas

Modelos mais modernos dependem de placas eletrônicas sensíveis a variações de tensão. Oscilações na rede elétrica podem danificar componentes, gerar faíscas ou aquecimento localizado.

Falta de manutenção é fator determinante

Filtros obstruídos e serpentinas sujas fazem o aparelho trabalhar além da capacidade ideal, aumentando o consumo de energia e a temperatura interna. A manutenção preventiva anual reduz drasticamente o risco.

Sinais de alerta

Alguns indícios podem anteceder problemas mais graves:

  • Cheiro de queimado

  • Disjuntor desarmando com frequência

  • Ruídos anormais

  • Oscilação de energia ao ligar o aparelho

  • Presença de fumaça, mesmo que leve

Prevenção

Especialistas recomendam:

  • Instalação por profissional habilitado

  • Verificação do dimensionamento elétrico

  • Uso de disjuntor exclusivo

  • Manutenção periódica

Embora incêndios envolvendo ar-condicionado não sejam frequentes, a combinação de falhas elétricas e ausência de manutenção pode transformar um equipamento de conforto em fonte de risco.

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