MERCADO AO VIVO quinta-feira, 22 de outubro de 2026
USD/BRL: R$ 5,42 (+0.32%) EUR/BRL: R$ 5,98 (-0.15%) IBOVESPA: 134.250 pts (+0.84%) TARIFA MÉDIA KWH: R$ 0,82 BARRIL BRENT: US$ 74,10 (-1.2%) BATERIAS LFP: US$ 53/kWh
Publicidade
Mercado

Enem 2026: o que pode cair sobre transição energética

USP vai oferecer novo curso de Engenharia Eletrônica em 2027
USP vai oferecer novo curso de Engenharia Eletrônica em 2027

O Enem 2026 será aplicado nos domingos 8 e 15 de novembro. No primeiro dia, os candidatos fazem Linguagens, Ciências Humanas e a Redação. No segundo, Ciências da Natureza, que inclui Física e Química, e Matemática.

Com a reta final em andamento, a pergunta mais comum entre os estudantes é o que estudar para ter mais chances de acertar. O Inep não divulga o tema da redação antes da prova, mas o histórico do exame e o debate público indicam caminhos.

Redação: temas apontados por cursinhos e professores

Os levantamentos apontam para: Inteligência artificial, mudanças climáticas, endividamento jovem e evasão escolar. Outra lista aposta para saúde mental ligada à hiperconexão digital, indígenas, analfabetismo funcional e doação de órgãos. O transporte público e mobilidade urbana também aparecem entre as apostas para 2026.

Há um dado que ajuda a filtrar as previsões: o Enem 2025 já abordou o envelhecimento da população, o que reduz a chance de repetição imediata. Além disso, os temas costumam já estar em debate na mídia antes da prova.

Para quem escreve, a orientação dos professores é não apostar em um único tema. O mais seguro é estudar por eixos (tecnologia, meio ambiente, saúde, educação, desigualdade e cidadania) e montar um repertório que sirva para mais de uma proposta, como a Constituição de 1988, dados de institutos oficiais, referências da filosofia e da sociologia e obras culturais. A proposta de intervenção, com agente, ação, meio, finalidade e detalhamento, pesa tanto quanto a argumentação.

Física: eletricidade lidera, e energia ganha espaço

Entre os conteúdos que mais aparecem na prova estão:

  • Eletricidade: potência, energia consumida, Lei de Ohm, associação de resistores e leitura de contas de luz e especificações de aparelhos.
  • Termologia: calorimetria, trocas de calor, dilatação e mudanças de estado.
  • Mecânica: cinemática, leis de Newton, trabalho e conservação de energia.
  • Ondulatória e óptica: som, ondas eletromagnéticas, reflexão, refração e lentes.
  • Hidrostática: pressão, empuxo e princípio de Pascal.
  • Eletromagnetismo: indução, transformadores, geradores e motores.

Os contextos de energia merecem atenção especial. Questões sobre fontes renováveis, rendimento de usinas e funcionamento de motores elétricos conectam a teoria a temas que dominam o noticiário.

Química: da estequiometria às baterias

Os assuntos mais frequentes incluem:

  • Estequiometria: mol, balanceamento, rendimento e reagente limitante.
  • Soluções: concentração, diluição e pH.
  • Química ambiental: efeito estufa, chuva ácida, tratamento de água e esgoto e poluentes.
  • Eletroquímica: pilhas, baterias, eletrólise e corrosão.
  • Termoquímica e cinética: entalpia, velocidade das reações e catalisadores.
  • Química orgânica: funções orgânicas, isomeria, polímeros, combustíveis e biocombustíveis.
  • Equilíbrio químico, radioatividade e separação de misturas.

Eletroquímica e biocombustíveis são os pontos em que a Química mais se aproxima da mobilidade elétrica e da transição energética, e costumam render questões contextualizadas.

Rodrigo Samy

Rodrigo Samy

Jornalista e assessor de imprensa com 25+ anos de experiência. Passagens por Estadão, WebMotors, Yamaha e Mitsubishi, além de atendimento a marcas como Jeep, Goodyear e SulAmérica. Fundador do Electric News, portal focado em mobilidade elétrica e transição energética.

Ver mais artigos de Rodrigo Samy →