O Enem 2026 será aplicado nos domingos 8 e 15 de novembro. No primeiro dia, os candidatos fazem Linguagens, Ciências Humanas e a Redação. No segundo, Ciências da Natureza, que inclui Física e Química, e Matemática.
Com a reta final em andamento, a pergunta mais comum entre os estudantes é o que estudar para ter mais chances de acertar. O Inep não divulga o tema da redação antes da prova, mas o histórico do exame e o debate público indicam caminhos.
Redação: temas apontados por cursinhos e professores
Os levantamentos apontam para: Inteligência artificial, mudanças climáticas, endividamento jovem e evasão escolar. Outra lista aposta para saúde mental ligada à hiperconexão digital, indígenas, analfabetismo funcional e doação de órgãos. O transporte público e mobilidade urbana também aparecem entre as apostas para 2026.
Há um dado que ajuda a filtrar as previsões: o Enem 2025 já abordou o envelhecimento da população, o que reduz a chance de repetição imediata. Além disso, os temas costumam já estar em debate na mídia antes da prova.
Para quem escreve, a orientação dos professores é não apostar em um único tema. O mais seguro é estudar por eixos (tecnologia, meio ambiente, saúde, educação, desigualdade e cidadania) e montar um repertório que sirva para mais de uma proposta, como a Constituição de 1988, dados de institutos oficiais, referências da filosofia e da sociologia e obras culturais. A proposta de intervenção, com agente, ação, meio, finalidade e detalhamento, pesa tanto quanto a argumentação.
Física: eletricidade lidera, e energia ganha espaço
Entre os conteúdos que mais aparecem na prova estão:
- Eletricidade: potência, energia consumida, Lei de Ohm, associação de resistores e leitura de contas de luz e especificações de aparelhos.
- Termologia: calorimetria, trocas de calor, dilatação e mudanças de estado.
- Mecânica: cinemática, leis de Newton, trabalho e conservação de energia.
- Ondulatória e óptica: som, ondas eletromagnéticas, reflexão, refração e lentes.
- Hidrostática: pressão, empuxo e princípio de Pascal.
- Eletromagnetismo: indução, transformadores, geradores e motores.
Os contextos de energia merecem atenção especial. Questões sobre fontes renováveis, rendimento de usinas e funcionamento de motores elétricos conectam a teoria a temas que dominam o noticiário.
Química: da estequiometria às baterias
Os assuntos mais frequentes incluem:
- Estequiometria: mol, balanceamento, rendimento e reagente limitante.
- Soluções: concentração, diluição e pH.
- Química ambiental: efeito estufa, chuva ácida, tratamento de água e esgoto e poluentes.
- Eletroquímica: pilhas, baterias, eletrólise e corrosão.
- Termoquímica e cinética: entalpia, velocidade das reações e catalisadores.
- Química orgânica: funções orgânicas, isomeria, polímeros, combustíveis e biocombustíveis.
- Equilíbrio químico, radioatividade e separação de misturas.
Eletroquímica e biocombustíveis são os pontos em que a Química mais se aproxima da mobilidade elétrica e da transição energética, e costumam render questões contextualizadas.
