BNDES libera mais de R$ 140 milhões para semicondutores

BNDES libera mais de R$ 140 milhões para semicondutores

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 143,3 milhões para a Zilia Technologies ampliar a produção de semicondutores. Os componentes são essenciais para a fabricação de smartphones, computadores, tablets, smart TVs, automóveis e ampla gama de produtos eletrônicos.

Os recursos serão destinados a atividades de pesquisa e desenvolvimento, além da modernização e ampliação da unidade industrial da empresa em Atibaia (SP). O financiamento ocorre por meio do programa BNDES Mais Inovação e integra a estratégia do banco de fortalecer a indústria brasileira de alta tecnologia e reduzir a dependência externa em componentes considerados estratégicos para a economia.

A Zilia Technologies é uma das principais fabricantes de semicondutores e módulos eletrônicos em operação no Brasil. A empresa atua principalmente no encapsulamento e teste de componentes, etapa fundamental da cadeia produtiva responsável por preparar os chips para aplicação em equipamentos eletrônicos.

Para o BNDES, o projeto contribui para ampliar a presença do Brasil em uma cadeia global de alto valor agregado, gerando empregos qualificados, estimulando atividades de pesquisa e fortalecendo o ecossistema nacional de tecnologia e inovação.

Semicondutores: a base da economia digital

A produção de semicondutores é considerada estratégica porque esses componentes estão presentes em praticamente todos os equipamentos eletrônicos modernos, desde celulares e computadores até veículos conectados, sistemas de telecomunicações, equipamentos médicos e aplicações de inteligência artificial. A crescente digitalização da economia tem elevado a demanda global por chips e ampliado a disputa entre países pela atração de investimentos no setor.

Um relatório Semiconductor & Beyond 2026, da PwC, aponta que a demanda mundial por semicondutores deve continuar em expansão nos próximos anos. Muito impulsionada pelo avanço da inteligência artificial, dos data centers, da computação em nuvem, da conectividade 5G e da eletrificação automotiva. Estimativas apontam que o mercado global poderá superar US$ 1 trilhão até 2030.

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