A Tupy, multinacional brasileira, iniciou as operações na planta-piloto de reciclagem de baterias. Instalada no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo, a unidade recebeu R$ 45 milhões de investimento. A unidade tem capacidade para processar 400 toneladas de baterias por ano, volume estimado de mil veículos puramente elétricos por ano.
A partir do processo desenvolvido com o Laboratório Larex da Engenharia da USP, a estrutura no IPT, apoiada pela FINEP, tem caráter demonstrativo e experimental.
Como funciona a reciclagem de baterias?
O objetivo é chegar em escala industrial. Para tanto, a iniciativa conta com doações de baterias de clientes em três principais frentes. Ou seja, de eletrônicos, companhias de mobilidade, montadoras de veículos e empresas que atuam com sistemas estacionários.
A hidrometalurgia utilizada pela Tupy reduz em até 70% a pegada de carbono dos minerais em comparação com a mineração tradicional e evita a perda de metais leves como o lítio.
Processo de reciclagem também economiza água
As avaliações da demanda de energia mostram reduções superiores a 40% em comparação com a pirometalurgia. Essa redução pode chegar a 60% neste novo ciclo de aumento do TRL. O processo também permite redução no consumo de água, quando comparado a rotas tradicionais de extração mineral.
A iniciativa, portanto, está alinhada aos princípios da economia circular e contribui para a descarbonização da cadeia produtiva de baterias. Ou seja, foi projetada para atender tanto o mercado brasileiro quanto o internacional, com flexibilidade para adaptar-se a diferentes tipos de baterias.




